Oi, Pessoal!
Na semana que antecede a primeira prova teórica nos foi apresentado um pouco sobre o universo dos vírus e viróides dentro da Fitopatologia.
Na primeira parte da aula vimos a composição básica dos vírus, as formas e dimensões desses agentes fitopatogênicos além de importantes conceitos envolvidos nas relações vírus/vetores e como os vírus invadem as plantas. Na segunda parte, para ilustrar a importância das doenças viróticas e as principais formas de manejo levando em consideração os aspectos epidemiológicos destas, foram apresentados dois patossistemas interessantes, o Mosaico do mamoeiro (causado pelo potyvirus Papaya ringspot virus - PRSV-P) e o vira-cabeça do tomateiro (causado pelo tospovírus Tomato spotted wilt virus - TSWV).
O mosaico do mamoeiro provoca severos sintomas nas folhas e nos frutos. O vírus é transmitido por espécies de afídeos através da picada de prova (relação não-persistente com estes) e infecta plantas de mamoeiro e algumas cucurbitáceas. A principal medida de controle adotada pelos produtores é a erradicação (roguing) sistemática de mamoeiros com mosaico, lembrando que o controle da doença através do controle químico do vetor, neste caso, NÃO É EFICIENTE! Vocês se lembram o por que disto??
Figura 1. Roguing de plantas de mamoeiros infectadas com o mosaico.
Já o vira-cabeça do tomateiro causa sintomas em toda a parte aérea das plantas de tomate (bronzeado nas folhas, necrose na haste e anéis nos frutos). As espécies de tripes do gênero Frankliniella são os vetores do vírus. Diferentemente do vírus do mosaico do mamoeiro, o tospovírus causador do vira-cabeça infecta mais de 150 espécies de plantas entre cultivadas e não cultivadas, e neste caso para que o tripes possa adquirir e transmitir o vírus é necessário que o inseto esteja na fase de ninfas (larvas). Uma vez feito isto o inseto irá transmitir o vírus durante toda fase adulta devido a relação que este tem com o vírus (persistente propagativa). Como principais medidas de controle para esta doença deve-se evitar plantio próximos a plantas fonte de inóculo do vírus, usar cultivares resistentes, mudas sadias e o controle do tripes vetor no início do ciclo da cultura.
Figura 2. Planta de tomate com sintomas do vira-cabeça do tomateiro.
Na aula prática vimos as diversas maneiras de classificar e agrupar as doenças de plantas, entre elas a classificação de McNew que se baseia nos processos fisiológicos do hospedeiro que são interferidos pelas doenças, e já nessa semana foram apresentadas as principais doenças que causam podridões de órgãos de reserva, inseridas no Grupo I de McNew. É muito importante que vocês leiam o capítulo correspondente à classificação de McNew no Manual de Fitopatologia vol. I, dando especial atenção às relações de parasitismo, agressividade e especificidade entre os grupos. Isso norteará boa parte dos assuntos que estudaremos nesse semestre.
Não se esqueçam da pesquisa para a prova:
Turma 8 – 10 h: Cancro cítrico
Turma 10 – 12 h: Tristeza dos citros
Dúvidas? Poste nos comentários!
Bons estudos e boa prova!

olá monitores, gostaria de sugerir a vcs uma revisao sobre os assuntos para a prova pratica e a possibilidade de visualizarmos mais uma vez os microganismos das placas que fizemos durante essa semana de aula. Porque casa seja pedido na prova, sinto que terei dificuldades em identificar. obrigada
ResponderExcluirBarbara