Nesta semana abordamos de forma resumida o complexo mecanismo da interação entre planta e patógeno. A aula foi dividida em duas partes: mecanismos de ataque do patógeno e defesa da planta.
Devemos lembrar que os patógenos dispõem de várias estratégias que garantem o sucesso no ataque do seu hospedeiro como:
- Produção de enzimas, como as cutinases, pectinases e celulases, responsáveis pela degradação dos componentes da parede celular vegetal.
- Indução da produção de hormônios vegetais como auxinas, giberelinas, citocininas etc. Esses compostos podem promover o crescimento de células da planta, inibir ou modificar. Alterações no balanço hormonal podem causar sintomas como galhas e superbrotamento.
- Produção de toxinas (moléculas móveis na planta, com massa menor que 1000 Da e ativas em baixas concentrações – 10-6 M a 10-8M). Essas moléculas podem ser seletivas, ou seja, tóxicas apenas a plantas hospedeiras do patógeno; ou não seletivas, como a tabtoxina, que é tóxica a várias espécies.
Por outro lado, as plantas também possuem suas estratégias contra o ataque dos patógenos. Os mecanismos de defesa podem ser induzidos pela presença do patógeno, como os estruturais e bioquímicos pós-formados; ou esses mecanismos podem ser formados independentemente da presença do patógeno, como os estruturais e bioquímicos pré-formados.
Mecanismos de defesa da planta
1. Barreiras estruturais
-Pré-formadas – Ex. tricomas e estômatos
-Pós-formadas – Ex. tiloses, papilas, lignificação
2. Barreiras bioquímicas
Pré-formadas- Ex. Saponinas e glicosinolatos
-Pós-formadas – Ex. PR proteínas, espécies reativas de oxigênio e fitoalexinas
Na aula prática 5 observamos algumas características dos patógenos pertencentes aos grupos II, III e IV (classificação de Mc New) e sintomas de murcha.
Características observadas:
Fusarium
Rhizoctonia
Escleródios
Já na semana 6, vimos os grupos de doenças V e VI.
Grupo V: manchas foliares
Uredósporos de Puccinia psidii - Ferrugem
Desenho de Asperisporium caricae , agente causal da varíola do mamoeiro
Míldio da alface
Bremia, agente causal do Míldio da alface
Oídio: conídios em cadeia
Grupo VI: viroses, galhas e carvões
Na aula realizamos uma lâmina apenas de carvão da aveia. Porém, também pudemos observar uma planta de abobrinha e também galhas de raízes em material conservado.
Planta de aveia sadia e outra com sintomas de carvão
Teliósporo de carvão
ATENÇÃO PESSOAL:
- A prova prática deve ser realizada na turma original!
- A turma será dividida, mas não cheguem atrasados!
-Vamos estudar o que foi visto em aula até agora: sintomas e sinais, todos os passos dos Postulados de Koch e os grupos de doenças!
Boa prova a todos!








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