Nesta semana foram discutidos alguns conceitos sobre resistência genética, obtenção e estratégias de utilização da resistência. Na segunda parte da aula conhecemos um pouco sobre o controle biológico, suas formas de atuação sobre o patógeno e alguns exemplos importantes. Segue abaixo o resumo da aula.
1 - CONTROLE GENÉTICO
1.1 - TERMINOLOGIA
- Incidência – Relacionada com a frequencia de plantas doentes (medida qualitativa).
- Severidade – Relacionada com a percentagem de área doente (medida quantitativa).
- Patogenicidade – Capacidade de causar doença.
- Agressividade – Capacidade de causar mais ou menos doença (termo quantitativo).
- Imunidade – Ausência de doença (relação de incompatibilidade).
- Resistência – Maior ou menor severidade da doença.
- Tolerância – Capacidade da planta tolerar o patógeno sem afetar a produção.
1.2 - OBTENÇÃO DE MATERIAL RESISTENTE
- Programa de melhoramento
- Identificação de material vegetal como fonte de resistência
- Transferência de genes (cruzamento/transgenia)
- Incorporação de genes em material agronomicamente desejável
- Seleção de material resistente aliado a boas características agronômicas
1.3 - FONTE DE RESISTÊNCIA PARA DOENÇA
-Fontes dentro de espécies cultivadas (maior facilidade de incorporação)
-Fontes de resistência dentro do gênero (maior dificuldade de incorporação de genes de resistência)
-Exemplos: Fontes de resistência a requeima e a brusone
1.4 - ONDE ENCONTRAR AS FONTES DE RESISTÊNCIA?
-Materiais comerciais disponíveis
-Materiais depositados em bancos de germoplasma
CENARGEN – várias culturas (Brasília)
CYMMIT – milho e trigo (México)
IRRI – arroz (Filipinas)
CIAT – mandioca e feijão (Colômbia)
-Centro de origem (local onde a espécie hospedeira é nativa)
-Centro de diversidade (Local onde ocorreu a domesticação da espécie hospedeira)
-Centro de diversidade genética do patossistema (Local onde ocorre a co-evolução entre hospedeiro e patógeno). MAIS FÁCIL DE ENCONTRAR RESISTÊNCIA.
1.5 - ESTRATÉGIAS DE CONTROLE
-Alternância do plantio de variedades com diferentes genes de resistência
-Multilinhas (plantio de linhagens que diferem apenas quanto ao gene de resistência)
-Piramidamento de genes (plantio de uma única cultivar com vários genes de resistência incorporados).
2 - CONTROLE BIOLÓGICO
Controle por meio da ação de microrganismos
2.1 - FORMAS DE AÇÃO DO NÃO PATÓGENO:
-Hiperparasitismo (sobre o patógeno)
-Imunização (aumentando a resistência contra estirpes mais virulentas)
Exemplos de pré-imunização:
-mosaico da abobrinha
-CMV do tomateiro
-tristeza dos citros
-Antagonismo (produzindo substâncias que afetam o patógeno)
Exemplo: Utilização de Agrobacterium radiobacter para controlar A. tumefaciens. O microrganismo antagônico produz bacteriocina que inibi o crescimento do patógeno.
2.2 - FORMAS DE MICROBIOLIZAÇÃO
-Tratamento com suspensão do microrganismo e secagem das sementes.
-Peletização (antagônico veiculado em calcário e aplicado sobre a semente).
-Peliculização (antagônico veiculado em polímero e envolvido em semente).
- Exemplos de microbiolização:
-Sementes de trigo tratadas com Pseudomonas ou Bacillus para o controle de Bipolaris, Pyricularia e Gaeumannomyces
-Controle em pós-colheita com o uso de leveduras ou bactérias
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