terça-feira, 1 de novembro de 2011

Semana 12 - Controle genético e biológico


Nesta semana foram discutidos alguns conceitos sobre resistência genética, obtenção e estratégias de utilização da resistência. Na segunda parte da aula conhecemos um pouco sobre o controle biológico, suas formas de atuação sobre o patógeno e alguns exemplos importantes. Segue abaixo o resumo da aula.

1 - CONTROLE GENÉTICO
1.1 - TERMINOLOGIA
            - Incidência – Relacionada com a frequencia de plantas doentes (medida qualitativa).
            - Severidade – Relacionada com a percentagem de área doente (medida quantitativa).
            - Patogenicidade – Capacidade de causar doença.
            - Agressividade – Capacidade de causar mais ou menos doença (termo quantitativo).
            - Imunidade – Ausência de doença (relação de incompatibilidade).
            - Resistência – Maior ou menor severidade da doença.
            - Tolerância – Capacidade da planta tolerar o patógeno sem afetar a produção.

1.2 - OBTENÇÃO DE MATERIAL RESISTENTE

            - Programa de melhoramento
            - Identificação de material vegetal como fonte de resistência
            - Transferência de genes (cruzamento/transgenia)
            - Incorporação de genes em material agronomicamente desejável
            - Seleção de material resistente aliado a boas características agronômicas

1.3 - FONTE DE RESISTÊNCIA PARA DOENÇA
            -Fontes dentro de espécies cultivadas (maior facilidade de incorporação)
            -Fontes de resistência dentro do gênero (maior dificuldade de incorporação de genes de resistência)
            -Exemplos: Fontes de resistência a requeima e a brusone

1.4 - ONDE ENCONTRAR AS FONTES DE RESISTÊNCIA?
            -Materiais comerciais disponíveis
            -Materiais depositados em bancos de germoplasma
                        CENARGEN – várias culturas (Brasília)
                        CYMMIT – milho e trigo (México)
                        IRRI – arroz (Filipinas)
                        CIAT – mandioca e feijão (Colômbia)
            -Centro de origem (local onde a espécie hospedeira é nativa)
            -Centro de diversidade (Local onde ocorreu a domesticação da espécie hospedeira)
            -Centro de diversidade genética do patossistema (Local onde ocorre a co-evolução entre hospedeiro e patógeno). MAIS FÁCIL DE ENCONTRAR RESISTÊNCIA.

1.5 - ESTRATÉGIAS DE CONTROLE
            -Alternância do plantio de variedades com diferentes genes de resistência
            -Multilinhas (plantio de linhagens que diferem apenas quanto ao gene de resistência)
            -Piramidamento de genes (plantio de uma única cultivar com vários genes de resistência incorporados).


2 - CONTROLE BIOLÓGICO
Controle por meio da ação de microrganismos

2.1 - FORMAS DE AÇÃO DO NÃO PATÓGENO:
            -Hiperparasitismo (sobre o patógeno)
            -Imunização (aumentando a resistência contra estirpes mais virulentas)
                        Exemplos de pré-imunização:
                        -mosaico da abobrinha
                        -CMV do tomateiro
                        -tristeza dos citros
            -Antagonismo (produzindo substâncias que afetam o patógeno)
                        Exemplo: Utilização de Agrobacterium radiobacter para controlar A. tumefaciens. O microrganismo antagônico produz bacteriocina que inibi o crescimento do patógeno.

2.2 - FORMAS DE MICROBIOLIZAÇÃO
            -Tratamento com suspensão do microrganismo e secagem das sementes.
            -Peletização (antagônico veiculado em calcário e aplicado sobre a semente).
            -Peliculização (antagônico veiculado em polímero e envolvido em semente).
- Exemplos de microbiolização:
-Sementes de trigo tratadas com Pseudomonas ou Bacillus para o controle de Bipolaris, Pyricularia e Gaeumannomyces
-Controle em pós-colheita com o uso de leveduras ou bactérias

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