Bom dia, pessoal!
Conforme comentado em aula prática, aqui vai o tema para a pesquisa que valerá até 0,5 (meio) ponto na nota da primeira prova teórica.
Serão aceitos textos até às 24:00 h do dia 4 de outubro, ou seja, serão considerados válidos comentários postados hoje e amanhã o dia todo!
Textos que sugerem ações de “copy and paste” tanto de literatura disponível quanto de algum colega serão imediatamente desconsiderados.
Pesquisa sobre a ferrugem do cafeeiro: elabore um texto que aborde o histórico e a importância da doença no Brasil, sintomas, diagnose, sobrevivência, disseminação e colonização do patógeno e alternativas para o manejo.
Bom trabalho a vcs!
Boa semana!
João Manoel do Prado Gambardella
ResponderExcluirn°USP 7186219
turma prática: quarta-feira 10:00 - 12:00 horas
A ferrugem do café apareceu no Brasil em janeiro de 1970 no sul da Bahia.
4 meses depois atingiu todos os estados brasileiros produtores desta cultura.
Ela se tornou uma das principais doenças do café devido aos prejuízos que a mesma causa na produção, em arábica pode causa perdas de 35 a 40 % em produção, isso devida a queda precoce de folhas e seca de ramos, não produzindo frutos na safra seguinte. Nas demais variedades acaba variando de 35 a 50%, devido aos período de tempo em que o clima continua favorável à doença.
O agente causal da doença é o fungo Hemileia vastatrix, seus sintomas são manchas amarelo-pálidas na face abaxial podendo atingir até 2 cm de diâmetro, quando aparenta cor amarelo-alaranjada e são formados os uredósporos. Na face adaxial observa-se manchas cloróticas que são os limites da pústula que depois necrosam.
Em regiões onde se tem alta umidade e cafezais sombreados é possível encontrar sinais de Verticillium hemileiae nas pústulas anteriormente descritas.
Ataques severos da doença causam desfolhas, retardamento do desenvolvimento da planta jovem e por fim definhamento da planta. Se a desfolha ocorrer depois da floração acarretará na formação de grão anormais, se ocorrer antes da floração isso fará com que não se desenvolvam os botões florais e nem a frutificação.
Sua diagnose se deve na observação em microscopia de uredósporos lisos ventralmente e reniformes equinulados ventralmente. Raramente pode aparecer teliósporos.
A penetração do fungo se dá por aberturas naturais, seu período de incubação é de 29 a 62 dias, seu período de latência varia de 38 a 70 dias.
O patógeno coloniza o limbo foliar da planta e se dissemina das seguintes maneiras: o vento e o homem são os mais importantes agentes de dispersão da doença em grandes distâncias, já a chuva tem um importante papel a curtas distâncias.
Antes de tudo o controle e o manejo da doença devem ser feitos com base nas condições climáticas do local, na altitude, corga de folhas e na carga pendente. Em geral é feito através de fungicida cúprico ou fungicida sistêmico dos grupos ou só os triazóis ou em mistura com os estrobilurinas, podem ser aplicados com base no período de maior ocorrência da doença que em geral é de dezembro a março, isso para o fungicida cúprico já para os fungicidas sistêmicos o ideal é aplicar uma janeiro e outra em março, essas aplicações podem ser alteradas devido a taxa de infestação da doença, se for alta utiliza deste modo caso for baixa pode reduzir pela metade as aplicações. O emprego de variedades resistentes, quando possível, é a medida mais importante e a mais utilizada (lembrando que no brasil temos diversas raças do fungo).
Nome: Guilherme Amorim Franchi
ResponderExcluirNº USP: 7185754
Turma prática: quarta-feira 10:00 - 12:00 horas
A ferrugem-do-cafeeiro foi relatada pela primeira vez no Quênia em 1861. Por volta de 1869 já tinha se espalhado pelo Sri Lanka, e nos anos 20 alastrou-se através de uma grande parte da África e Ásia. No Brasil foi identificada pela primeira vez em 1970 em Itabuna, no estado da Bahia, de onde rapidamente se dispersou para outras regiões produtoras do país. Ela é causada pelo fungo Hemileia vastatrix o qual ataca o cafeeiro depositando seus esporos nas folhas inferiores de cada pé. Estes, além de provocar lesões e morte dos tecidos da planta, diminuem a área foliar, que é de suma importância para o equilíbrio e desenvolvimento da planta. Os efeitos dessa doença são muito sérios e desastrosos, pois, em anos de alta produção, as perdas causadas pela ferrugem podem chegar a até 50 % da produção.
Os sintomas da ferrugem-do-cafeeiro ocorrem principalmente nas folhas onde se formam manchas amareladas, de 1 a 3 mm e formato circular na parte superior das folhas. Enquanto que manchas de 0,5 a 2 cm com uma intensa esporulação de cor alaranjada e aspecto ferruginoso são observadas na face abaxial das folhas. A doença também pode ser observada em frutos verdes e extremidades de ramos e brotações. O efeito mais prejudicial é a desfolha acentuada sob condições de alta severidade da doença, sendo que os sintomas surgem normalmente no período de dezembro a janeiro e tem seu pico entre abril e maio.
As condições climáticas favoráveis à doença são temperaturas amenas, entre 20 e 24°C, molhamento foliar e a ocorrência de chuvas constantes. Além disso, a ferrugem-do-cafeeiro ainda é favorecida em cafezais cultivados em locais com altitude entre 800 a 1300 metros e com adubação inadequada. Em relação à disseminação, essa ocorre por meio de uredósporos, os quais são disseminados pelo vento e por respingos das gotas de chuva. Isso sem falar pela ação do homem. A luz inibe a germinação e o crescimento do tubo germinativo, sendo a penetração do fungo através dos estômatos da planta, sendo seu período de incubação de 29 a 62 dias e seu período de latência em torno de 38 a 70 dias. O fungo coloniza o tecido, mais precisamente, no interior das células, e os esporos são formados e liberados de pústulas (manchas) na face abaxial das folhas.
As formas de controle podem ser: controle químico, por meio do uso de fungicidas cúpricos, os quais são usados desde a identificação da ferrugem no Brasil, porém estão sendo substituídos por fungicidas sistêmicos; uso de variedades resistentes, porém, a maioria das variedades cultivadas no Brasil é suscetível à doença, no entanto existem algumas variedades resistentes disponíveis, e por fim, a utilização do controle biológico, o qual vem sendo praticado com o uso de fungos Verticilium hemileiae, Cladosporium hemileiae e Glomerela cingulata, que são normalmente encontrados associados às pústulas.
Além dessas formas de controle, alguns cuidados básicos podem ser praticados para evitar a proliferação da ferrugem na lavoura. São alguns: plantios mais espaçados, não favorecendo, assim, o surgimento de microclima (sombrio e úmido), evitando a proliferação do fungo; Adubação eficiente, tornando assim, a planta mais saudável e menos suscetível a doenças; Colheita bem feita, de forma a se evitar que o cafeeiro desvie o envie nutrientes para outras partes da planta.
Lucas Fonseca Goulart Nº USP 7186605
ResponderExcluirTurma prática: Sexta-feira 16:00 – 18:00 horas
Ferrugem do cafeeiro
A ferrugem do cafeeiro pode ter dois fungos como agentes causais, são eles: Hemileia coffeicolla (ferrugem farinhosa, ainda não encontrada no Brasil) e Hemileia vastatrix (ferrugem alaranjada), uma das enfermidades mais grave do cafeeiro, vem causando perdas desde sua constatação no país em 1970. Em café arábica, a perda é cerca de 35 a 40% (Garçon et al., 2000).
Os primeiros sintomas são expressos na folhas inferiores por propiciarem um microclima adequado para o fungo, 20 a 24 °C e maior umidade. Inicialmente pode causar manchas cloróticas de 1 a 3 mm de diâmetro na face inferior da folha. Em poucos dias essas manchas atingem 1 a 2 cm e desenvolve massa pulverulenta de cor alaranjada (por isso o nome ferrugem alaranjada) que são os uredósporos, quando maduros e liberados podem ser disseminados pelo vento a longas distâncias ou pela gota da chuva e atingir outras folhas da própria planta ou de plantas vizinhas. A sobrevivência do fungo se dá pelos uredósporos, o que faz com que os sintomas sejam mais vistos um ano ou dois após a entrada do fungo na lavoura, sempre nos meses de verão, que possuem maiores índices de pluviosidade. Quando em estágio avançada a doença atinge a parte superior da folha e provoca a desfolha do cafeeiro, o que diminui a sua área foliar e faz a produção cair.
A diagnose é obtida com a observação dos uredósporos em microscópio ótico, podendo ser feito a lâmina com fita adesiva, já vista em aula prática. Os uredósporos são arredondados em forma de meia lua e equinulados.
O controle pode ser feito através do controle biológico com Verticilium hemileiae, Cladosporium hemileiae e Glomerela cingulata que parasitam as pústulas da ferrugem, mas a resposta ao parasitismo não é tão rápida, por isso muitos produtores fazem o controle químico com fungicidas cúpricos (a base de cobre, que já serve como adubação foliar de micronutriente) ou do grupo dos triazóis. Alguns produtores utilizam fungicidas granulados diretamente no solo, o que não é interessante, pois acaba interferindo no equilíbrio da vida microbiana e elimina fungos benéficos ao solo. Outra forma de controle é o uso de plantas menos suscetíveis como, por exemplo, o café robusta ao invés do café arábica.
Gabriela Perissinotto Florim
ResponderExcluirnumero USP:7187040
Turma prática: Quarta-feira 16:00 – 18:00 horas
A Ferrugem do Cafeeiro se da pelo ataque de Hemileia vastatrix, um fungo da divisão dos Basidiomycotas. Historicamente foi encontrado em áreas da África, Índia, Ásia e Austrália. A enfermidade foi descoberta em 1970 quando se difundiu no Brasil, marcando a primeira propagação conhecida no hemisfério ocidental.
O fungo costuma penetrar na planta hospedeira atraves de aberturas naturais, sendo que seu periodo de incubação é de 29 a 62 dias e de latência varia de 38 a 70 dias. Usualmente coloniza o limbo foliar da planta.
Hoje tem grande importancia economica, uma vez que leva frequentemente à perda de colheitas e de plantações inteiras. Os sintomas se dao na face inferior das folhas com pequenas manchas amarelas que crescem em diâmetro e depois se mostram também na face superior, sendo preferencialmente presente em folhas inferiores. Com o tempo, as manchas ficam pardas e secam, ocorrendo o desfolhamento. Ou seja, as lesões provocam a morte dos tecidos.
Outro fator que preocupa é sua rapida e facil disseminação. Os esporos são disseminados a longas distâncias pelo vento, pelos insetos, pelo homem e por outros animais. Na mesma plantação, de uma planta a outra e de folha em folha, a maior disseminação da doença ocorre pelas gotas de chuva.
Os metodos mais eficazes de controle são microclima pouco sombrio e úmido, variedades de plantas não susceptíveis à doença, a ausencia de inóculo do ano anterior e a adubação e os tratos bem feitos para evitar contaminação.
Ressaltando que a perda média devido à ferrugem, ocorre na faixa de 20-50%, variando conforme a variedade, a região, o nível de trato, etc.
Guilherme Antonio Ferrari Scudeller
ResponderExcluirNº USP: 7186870
Turma 4ª feira (14 - 16 horas)
A ferrugem do cafeeiro foi constatada pela primeira vez no Brasil no sul da Bahia, em janeiro de 1970, por Arnaldo Gomes Medeiros. Já em maio daquele mesmo ano distribuía-se por praticamente todo o País, fato este consumado nas lavouras de café nacionais até os dias atuais. Esta doença ocorre também em várias partes do globo onde há esta rubiácea. É causadora de grandes prejuízos, podendo ocasionar até mais de 50% de perdas na produção quando há condições de estiagem prolongada nos períodos de maior gravidade da doença. Assim, vê-se que a ferrugem, que possui como agente causal o fungo Hemileia vastatrix, é de notável importância para as nossas lavouras de café, sendo importante a sua contenção.
ResponderExcluirQuanto aos sintomas é comum encontrarmos na face inferior das folhas manchas amarelo-pálidas, que podem evoluir apresentando um aspecto pulverulento (uredósporos) e uma coloração amarelo-alaranjada (que é a característica da doença). A formação das referidas pústulas é uma particularidade desta ferrugem em específico. Ainda sobre os sintomas, pode-se percebê-los em frutos verdes e em extremidades de ramos de brotações novas, em alguns casos. É interessante mencionar que o fungo Verticillium hemileiae (sinais esbranquiçados) pode colonizar as pústulas de Hemileia vastatrix, se houver alta umidade relativa e os cafezais forem sombreados.
Quanto à diagnose é sabido que há um hábito de penetração e de esporulação característicos, fazendo-se esta última (a esporulação) presente através dos estômatos e uredósporos, que são reniformes equinulados dorsalmente e lisos ventralmente. Eventualmente há teliósporos, que no caso são unicelulares, globosos ou napiformes (semelhantes a um nabo, isto mesmo), lisos, e que germinam "in situ". Obviamente, deve-se lançar mão de microscopia para a correta identificação deste agente causal.
Quanto à sobrevivência, a germinação dos uredósporos é ótima a 22,0ºC (abaixo de 15ºC e acima de 28,5ºC ocorre inibição). Porém, até 30,0ºC ocorre o alongamento do tubo germinativo, no que se demonstra que a germinação, uma vez iniciada, tem grandes chances de se confirmar na planta do café, já que a temperatura ideal para o tubo germinativo se desenvolver provavelmente ocorrerá, a qual vai até 30,0ºC.
O período de incubação (germinação até os sintomas) é de 29 a 62 dias, e o período latente (germinação até os sinais) é de 38 a 70 dias. A luz exerce um papel importantíssimo quanto a não permitir que ocorra a germinação e o crescimento do tubo germinativo dos uredósporos, sendo este o motivo pelo qual as condições favoráveis ocorrem à noite. O fungo penetra por aberturas naturais das plantas, vale ressaltar.
Quanto à disseminação, o vento é seu agente de maior importância, juntamente ao homem, a longas distâncias, e a chuva, para curtas distâncias. A altitude também é importantíssima, pois de 550 a 850 metros há favorecimento para a ferrugem, ao passo que a partir de 1000 metros a incidência e a severidade da doença diminuem, pois a temperatura decresce.
ResponderExcluirO agente causal coloniza o limbo foliar, sendo mais evidente em anos de alta carga de frutos pendentes nas plantas. O favorecimento para uma maior colonização ocorre quando há alta densidade foliar no início da época de chuvas, prolongado molhamento foliar, temperaturas e umidades relativas propícias ao desenvolvimento deste patógeno.
Quanto às alternativas para o manejo (controle) destacam-se: uso de fungicidas protetores (principalmente cúpricos) e sistêmicos (triazóis isolados ou em mistura preparada com estrobilurinas), além de variedades resistentes, por ser a ferrugem uma doença de alta especificidade (pertence ao Grupo V de McNew - prejudicial à fotossíntese). Lembrando sempre que é imprescindível considerar a altitude, a carga pendente, a intensidade de enfolhamento das plantas e também o clima. Saber que a maior ocorrência desta doença é de dezembro a março direciona a aplicação dos fungicidas (protetores ou sistêmicos).
Também está sendo desenvolvido um programa de Melhoramento Genético do café para a resistência à ferrugem (cooperação entre o Departamento de Fitopatologia da Universidade Federal de Viçosa e a EMBRAPA de Minas Gerais), o qual concentra seus trabalhos de seleção e hibridação nas progênies advindas de cruzamentos e retrocuzamentos do Híbrido de Timor (híbrido tetraploide). Desta maneira, para nosso País, por exemplo, este desenvolvimento nesta área será importantíssimo, uma vez que as cultivares de café aqui plantadas são em grande parte susceptíveis à ferrugem.
Portanto, pode-se inferir que é uma doença controlável e que, respeitadas certas "regras", não é para se constituir doença "incontrolável".
Júlia Martella de Almeida
ResponderExcluirNúmero USP:7185890
Turma Prática 8-10 Hr
Ferrugem do cafeeiro-
Existem duas espécies de fungo do gênero Hemileia que causam doenças denominadas ferrugens.
Hemileia coffeicola Maubl.Rog foi a primeira vez diagnosticada e classificada em 1932 na República dos Camarões e ainda não foi diagnosticada no Brasil,já a Hemileia vastatrix Berk.e Br foi primeiramente classificada em 1861no Lago Vitória na região do Kenya e 1969 foi diagnosticada no Sri Lanka onde logo derrubou a industria cafeeira do país,esta espécie possui maior severidade e entrou nas Américas em 1970(principalmente no estado da Bahia)causando grandes prejuízos e se alastrando rapidamente,foi o agente causal de crises econômicas em vários países. Hemileia vastatrix Berk.e Br tem como hospedeiro todas as espécies de Coffea.
Os sintomas da ferrugens são que primeiramente observamos como pequenas (1 a 2 mm) manchas amareladas na face inferior da folha,com o tempo essas manchas aumentam,tomando forma circular e raios de 1 a 2 cm,com cor amarelada na face superior e a face inferior agora apresenta uma massa pulverulenta de cor alaranjada(constituídas de uredosporos do fungo).
Nas lesões mais velhas pode ocorrer um hiperparasita Verticillium hemileiae,nessas condições na face inferior e no centro das manchas obervamos o crescimento branco do fungo invasor,este atrapalha o desenvolvimento dos esporos(uredosporos) da ferrugem,podendo atuar como um controle biológico,mas não muito efetivo.
A ferrugem precisa de água e temperaturas amenas para conseguir realizar a infecção,os esporos são normalmente disseminados pelas gotículas de água(mas também podem ser disseminados por outros agentes disseminadores) e uma vez úmidos a germinação e a penetração devem ocorrem rapidamente para que o fungo não perca a viabilidade.No interior dos tecidos das folhas o fungo desenvolve um micélio intercelular,constituído de hifas septadas,ao longos dessas hifas encontramos os haustórios que se introduzem no interior das células do tecido contaminado para absorver os nutrientes que o fungo necessita.
As folhas com pequeno número de lesões podem permanecer na planta por bastante tempo,porém se a doença é mais intensa,a infecção é grande,a ferrugem causa queda precoce das folhas e com isso perda de vigor da planta que reflete na sua produção que pode ser diminuta e até com grãos modificados.
As formas de controle são:uso de variedades geneticamente resistentes;controle da irrigação,uso de fungicidas no solo e aspersão de fungicidas cúpricos e o uso do controle biológico do Verticillium.
Amanda Aparecida Fernandes Lemes
ResponderExcluirnºUSP: 7186140
A Ferrugem do cafeeiro é uma doença foliar de grande importância já que causa grandes prejuízos na cafeicultura blasileira. É causada pelao fungo Hemileia vastatrix. Essa doença ocorre em toda região da América Central. Ela exite desde 1869, mas foi identificada pela primeira vez no Brasil em 1970 em Itabuna, provavelmente vinda da África, e desde então vem preocupando muitos produtores rurais.
O agente da doença é o fungo helmileia vastatrix Berk e Br. Mas existem no mundo, atualmente mais de 40 tipos desse fungo, sendo um total de 8 as raças virulentas que ocorrem no Brasil e é a raça II que mais ataca por aqui.
A doença se manifesta nas folhas do café e se não é controlada atinge a plantação toda. Os sintomas são manchas na face inferior da folha em marrom ou amarelo, com o tempo, se não tiver nenhum controle, essas manchas passam para o outro lado e ocorre a desfolha. Sobre essas manchas aparecem os esporos (uredósporos). Ocasionalmente, o fungo pode atacar a extremidade do ramo em desenvolvimento e frutos verdes. A perda das folhas leva ao desenvolvimento de frutos deformados e muito maiores se a desfolha ocorrer antes do florescimento.
A disseminação desse fungo é muito influenciada pelo ambiente, ocorre pela ação do vento, pela chuva, pelo homem, durante os tratos manuais (como a adubação), insetos ou outros animais. Uma gota de fungo que cai na lesão já contamina a folha. Esse fungo prefere clima úmido e chuvoso, e temperatura na faixa de 20 a 24ºC por isso que a planta é mais susceptível quando o sistema de plantio leva a um microclima úmido, quando há o inóculo da safra anterior, e prefere atacar a variedade de café Coffea Arábica já que existem cultivares resistentes como a Coffea canephora. As medidas de controle (além do plantio dessa variedade resistente) são: fazer uma adubação equilibrada e de forma correta, fazer desbrotas evitando o excesso de hastes para não ocorrer sombras e o controle com fungicidas.
Durante a estação da seca, a maior queda de folhas reduz a incidência da doença.
Conhecendo a doença é possível fazer um programa de controle eficiente, evitando maiores prejuízos causados pela doença e danos ao meio ambiente.
Raphael dos Santos Alves
ResponderExcluirNº USP 7187075 tuma prática qurta às 16:00
A ferrugem-do-cafeeiro surgiu no Brasil por volta de 1970, na Bahia, e desde então tem sido uns dos maiores problemas para o café e ocorre em todas regiões produtoras de café do Brasil. Esta doença é do tipo foliar, causando manchas cloróticas translúcidas. Na parte inferior da folha, desenvolvem-se massas de coloração alaranjada, formada por uredósporos do patógeno. Na plantação, o sintoma mais notável é a desfolha das árvores, que por conseqüência prejudica o desenvolvimento da planta. A ferrugem é causada por um fungo Hemileia vastatrix de hábito de esporulação através de estômatos. Esse fungo produz dois tipos de esporos, o uredósporos( produzido na face inferior, nas regiões de transição) e o teliósporo( formado em lesões velhas e que estão na parte central da necrose). A fonte desse inoculo são folhas contaminadas pelo uredósporos e sua disseminação geralmente é pelo vento e pela água. Após a disseminação, o uredósporo cai sobre a planta sadia,n a face inferior da folha, iniciando a germinação, na ausência de luz. No processo de colonização, o início se dá pelo haustório. O ciclo da doença no Estado de São Paulo se dá por volta de 30 dias( a ocorrência desta, ocorre por volta de dezembro a março), variando conforme a região da incidência. Para o controle da doença, praticas como a aplicação preventiva de fungicidas à base de cobre vem dando bons resultados, sendo aplicado diretamente à folha. O uso de triazóis, via solo, vem mostrando eficiência no controle do bicho mineiro( que pode se um veículo de disseminação do patógeno). Outro aspecto importante para o controle da doença é o uso de variedades resitentes.
Fábio Viero Ferreira
ResponderExcluir6826558
TP: Quarta 10-12h
A ferrugem do café é uma doença causada por Hemileia vastatrix, um fungo basidiomiceto. Os primeiros relatos sobre a doença no Brasil datam de 1970, se difundindo a partir daí para todo o país. Os danos causados pela ferrugem são indiretos pois induz a desfolha, afetando aspectos reprodutivos como formação de flores e vingamento de frutos podendo diminuir em mais de 50% a produção do cafeeiro.
Os sintomas da doença são manchas amareladas na face superior das folhas, com erupções esporulantes alaranjadas na face inferior, que são os uredósporos, meios de sobrevivência e disseminação do fungo, carregados principalmente pelo vento, chuva e o próprio homem.
Favorecido por plantios mais adensados aliados a alta umidade e temperaturas entre 20 a 24 °C, o patógeno penetra na planta hospedeira por aberturas naturais e coloniza o limbo foliar. O período de incubação é de 29 a 62 dias enquanto o período de latência varia de 38 a 70 dias.
O controle da doença pode ser feito pelo plantio de cultivares resistentes como Icatu, Catucaí (Catuaí x Icatu) e Catimor (Catuaí Vermelho x Híbrido de Timor), e Conilon. Para cultivares susceptíveis é feito o controle químico através de fungicidas sistêmicos ou ainda biológico, através dos uso de fungos Verticilium hemileiae, Cladosporium hemileiae e Glomerela cingulata. Adubações equilibradas, desbrotas e podas para melhorar o arejamento do cafezal também contribuem para manter o controle sobre a incidência da ferrugem.
Barbara Ludwig Navarro 7187116 turma 4feira 16h
ResponderExcluirFerrugem do cafeeiro foi encontrada no Brasil pela primeira vez em Itabuna-BA, em 1970. Depois se espalhou pelo país.A planta contaminada com alta incidencia pode acabar morrendo. O ocorre diminuição da produção.
Os sintomas encontrados são manchas amareladas, lisas, na face inferior apresenta massa pulvirulenta constituida de uredósporos. Pode ocorrer a coalescência das manchas, cobrindo quase toda a folha. A diagnose pode ser feita com dois tipos de esporos: uredósporos unicelulares que produzem micélios que estão unidos através de uma mucilagem; teliósporos que aparecem em lesões vermelhas necrosadas após os uredósporos terem se formado, são unicelulares também. Eles produzem 4 células que serão formados os basidiosporos( incapazes de penetrar na superfície foliar).
A disseminação mais eficiente é a água, através dos apressórios. A longas distâncias a disseminação é feita pelo vento e pelo homem através dos tratos culturais. A produção dos uredósporos pode durar até 3 meses resitindo a condições indesejavéis de germinação.
Sua sobrevivência ocorre em temperaturas amenas e chuvas abundantes.
Na colonização do patógeno os micélio é intercelular , as hifas sao septadas, muito ramificadas, encontrando-se no tecido lacunoso. A colonização depende da temperatura e susceptibilidade da planta a infecção. A penetração e a colonização sao frequentes em folhas jovens.
As alternativas de manejo são pulverização nos meses de janeiro e fevereiro porque a maior incidencia do patogeno ocorre no final do periodo vegetativo da planta, ou seja, nos meses de abril e maio, além disso recomenda-se o uso de variedades resistentes.
Fonte:Manual de Fitopatologia Vol.2, 2 ed. Cap.11; pág. 128 a 133.
Felipe Morais Del Lama, Número USP 4288090
ResponderExcluirTurma de quarta feira, às 16 hrs.
A ferrugem do café, causada pelo fungo Hemileia vastatrix, foi descoberta em 1868, no Ceilão, percorrendo, posteriormente, todo o mundo. Dentre as várias regiões afetadas pela doença, merece destaque a região das Américas, maiores produtoras de café, no século XIX. Assim, a história dessa epidemia abrange as transformações ambientais na indústria latino-americana do café, durante meados do século XX.
Governos nacionais e organizações levantaram campanhas a fim de modernizar esse cultivo na América Latina. Tais campanhas foram determinadas por ideologias do desenvolvimento pós-guerra, em adição aos temores da revolução camponesa no contexto da Guerra Fria. A ferrugem, que chegou ao Brasil em 1970(foi constatada em janeiro, por Arnaldo Gomes Medeiros, em Itabuna, sul da Bahia) e espalhou-se pelo resto do continente, fragmentando o modelo de prosperidade baseado no café. Essa epidemia explicita até que ponto organizações nacionais e internacionais são capazes de produzir mudanças ambientais, visto que, desde o fim da Guerra Fria e o colapso do Acordo Internacional do Café, em 1989, os Estados reduziram drasticamente seus envolvimentos no cultivo do café, ou o eliminaram completamente. A sustentabilidade surgiu, ainda, como um modelo ecológico , modulando as indústrias do café nas Américas.
continua..
Continuação...
ResponderExcluirAtualmente, existem mais de 40 raças fisiológicas de ferrugem que atacam os cafeeiros, sendo encontradas oito no Brasil. Entre essas, predominam a raça II. Na maioria das regiões cafeicultoras de Minas Gerais, tem-se observado nos últimos anos, alterações climáticas, principalmente com relação a temperaturas e regimes pluviais. O freqüente atraso do início do período chuvoso e as temperaturas mais elevadas adiantaram a evolução.
Nessas regiões favoráveis, a doença provoca perdas de 35%. Sob condições de estiagem prolongadas, as perdas podem chegar a mais de 50%.
A doença provoca, na face inferior das folhas, manchas de coloração amarelo- pálidas, com até 3mm de diâmetro. Posteriormente, podem evoluir para 2cm de diâmetro, com erupções esporulantes alaranjadas(constituídas de uredósporos). Em regiões de alta umidade relativa e cafezais sombreados, podem-se notar sinais do fungo Verticillium hemileiae(coloração esbranquiçada), colonizando as pústulas de Hemileia vastatrix. Na parte superior das folhas, observam-se manchas cloróticas amareladas. A doença pode, eventualmente, ser observada em frutos verdes. Ataques severos causam desfolhamento, que provoca o retardamento do desenvolvimento de plantas jovens e o definhamento de plantas em estágio avançado de desenvolvimento.
A diagnose consiste em se identificarem esporos hialinos/ amarelados , em forma de meia lua e equinulados.
Quanto à sobrevivência, o parasita é obrigatório, ou seja, somente sobrevive em tecidos vivos. Produz dois tipos de esporos chamados uredósporos e teliósporos.
A principal via de disseminação de uma área a outra(longa distância) ocorre pelo vento; de planta para planta(curtas distâncias), a água é o agente mais eficiente. Uma gota caindo numa lesão, libera imediatamente uredósporos.
O fungo coloniza as células do mesófilo foliar do cafeeiro, com a formação do micélio intercelular e , em seguida, forma-se o haustório.
Por fim, o controle baseia-se principalmente no uso de fungicidas protetores e sistêmicos.Variedades resistentes também são de grande valia.
Os fungicidas protetores mais efetivos são os cúpricos( calda bordalesa, oxicloreto, etc), e os sistêmicos são do grupo dos triazóis. Nos anos de alta carga pulverizam-se fungicidas cúpricos 4 a 5 vezes de dezembro a março ou abril com intervalo de 30 dias ou utilizar fungicida sistêmico duas vezes, sendo uma aplicação em janeiro e outra em março.Nos meses de carga baixa, opta-se pela metade dos teores de aplicação dos meses de carga alta.
O emprego de variedades resistente constitui o método mais importante no controle da ferrugem. São elas Icatú Vermelho, Icatú Amarelo, Iapar 59, Tupi, dentre outras. Adubações equilibradas, e podas para melhorar o arejamento do cafezal também contribuem para manter o controle sobre a incidência da ferrugem.
Mariane Chiapini nºUSP 7244381/ turma prática de quinta-feira as 16h.
ResponderExcluirFerrugem do cafeeiro
O primeiro indício de ferrugem em cafeeiro no Brasil foi canstatada em 1970 na Bahia, sendo assim uma ferrugem com aspecto alaranjado, causada por um fungo biotrófico HEMILEIA VASTATRIX, causando assim uma enfermidade grave sob as plantas e que espalhou rapidamente pelo país, em menos de 2 anos já atingia os principais centros produtores do Brasil.Assim não nos podemos esquecer que quando não controlado pode ocasionar grandes perdas e até crises econômicas como no passado.
Entretanto os sintomas observados nos primeiros 15 dias após a penetração do fungo na planta são: manchas cloróticas na face inferior do limbo foliar; manchas puverulentas de coloração amarelo-laranja, que são formadas pelos uredósporos na face inferior do limbo; já na face superior da folha podemos observar áreas descoloradas/amarelasdas que são as regiões atacadas pelo fungo na face inferior.
Assim ao passar dos dias essas manchas aumentam e deixam a aréa necrozada geralmente a região central da mancha, fazendo com que a esporulação diminua.Além disso o fungo pode atacar frutos verdes e ramos , suas extremidades que estejam em desenvolvimento.Um sintoma típico obsevado em campo é a desfolha da planta na época em que se antecede a floração, acarretando menor produção de grãos e sua deformação.
Para o bom desenvolvimento deste fungo a temperatura deve estar entre 20 e 24°C, com uma umidade elevada para que haja a germinação dos esporos , chuvas frequentes, locais sombreados, fechados, escuros adubação e tratos culturais inadequados. A disseminação deste patógeno é feita eficientemente pela água, mas o homem, o vento , os insetos, outros animais que entrem em contato com plantas doentes também podem disseminar este patógeno.
A diagnose desta doença e patógeno pode ser realizada utilizando-se de compêndios e manuais de fitopatologia, avaliando os sinais do patógeno, assim como a visualização de suas estruturas através da realização de uma lâmina para visualização dos esporos quando possível, se não a diagnose pode ser feita por um laboratório especializado, ou mesmo por um engenheiro agrônomo.
As medidas de controle para esta doença são: utilizar variedades resistente, uso de produtos químicos, como fungicidas à base de cobre, fazendo-se a pulverização das folhas, sendo assim as formas e datas de aplicação podem indicar um tratamento preventivo, curativo e preventivo-curativo.
Rômulo Corrêa Diattei
ResponderExcluir7186988
Turma Prática Quinta-Feira 16horas
A ferrugem do cafeeiro é uma das principais doenças fúngicas, foi identificada pela primeira vez no Brasil em 1970 em Itabuna, no estado da Bahia. Possui rápida dispersão e pode atingir 50% da produção.
Os sintomas são aparecimento de manchas cloróticas translúcidas, observadas na face inferrior do limbo foliar. Na face superior das folhas, aparecem áreas descoloridas, de tonalidade amarelada. No estágio mais avançado, algumas partes do tecido foliar são destruídas e necrosadas.
A disseminação ocorre pela ação do vento, pelas gotas de chuva, pelo escorrimento de água das margens do limbo para a superfície inferior, pelo homem, durante a execução de tratos culturais, e por insetos e outros animais que entrem em contato com plantas infectadas. A água é o mais eficiente agente de disseminação local e em locais longos é feita pelo homem e pelo vento.
A penetração e a colonização são mais rápidas e mais frequentes em folhas mais jovens, penetram pelos estômatos e colonizam o tecido intercelularmente e os esporos são formados e liberados de pústulas na face abaxial das folhas.
A germinação dos esporos ocorre melhor à temperatura na faixa 21 a 23º, devendo haver presença de água no estado líquido e ausência de luz.
O controle pode ser feito procurando sempre fazer uma adubação equilibrada, plantar linhagens resistentes e estão utilizando fungos Verticilium hemileiae, Cladosporium hemileiae e Glomerela cingulata, que são normalmente encontrados associados às pústulas.
Maria Julia Takano Malavolta
ResponderExcluirNºUSP: 7186904
turma prática quarta-feira as 08:00
A Ferrugem do Cafeeiro surgiu pela primeira foi relatada pela primeira vez em 1861, no Quênia. No Brasil, sua ocorrência foi verificada pela primeira vez em 1970, no sul da Bahia. Devido aos prejuízos que causa na produção, ela se tornou uma das principais doenças do café, espalhando-se por todos os estados brasileiros, sendo esse o motivo de sua extrema importância em nosso país.
O agente causal é o fungo Hemileia coffeicolla(não constatado ainda nos cafezais do Brasil), e Hemileia vastatrix.
A Hemileia vastatrix causa a ferrugem alaranjada, e seus sintomas aparecem principalmente nas folhas onde se formam manchas amareladas(1-3 mm de diâmetro), na parte superior da folha, e manchas com esporulações de cor alaranjada (aspecto ferruginoso; 0,5 – 2 cm de diâmetro), na face inferior da folha.
A ferrugem causa, através das lesões e da desfolha, a redução da área foliar da planta, o que gera uma seca de ramos laterais e provoca acinturamento e o aparecimento de ramos ladrões. Devido à desfolha, a produtividade é afetada negativamente, ocasionando grandes perdas econômicas, que variam de 20 a 50%, dependendo da região, da variedade e etc.
Os esporos do fungo são disseminados através do vento, por insetos, homens e outros animais. Numa mesma plantação, ela ocorre principalmente pelas gotas de chuva.
A doença é propiciada quando a temperatura está na faixa de 20-24ºC e por alta umidade.
O controle pode ser realizado a partir de controle biológico, utilizando-se Verticilium hemileiae, Cladosporium hemileiae e Glomerela cingulata, que parasitam a pústula da ferrugem; ou usando-se controle químico a base de cobre; e também com o uso de variedades resistentes, como Guarani e Robusta.
Stéphanie Ferreira Vicente
ResponderExcluirN° USP: 7187008
Turma Prática: 4° feira 14h-16h
Ferrugem do Cafeeiro
O pesquisador brasileiro Arnaldo Gomes Medeiros em janeiro de 1970, quando conduzia pesquisas com o cacau na cidade de Ubaitaba na Bahia, notou a ferrugem em folhas de um cafeeiro. As folhas foram enviadas a Portugal onde foi confirmada a contaminação. Muitos economistas passaram a estudar os prejuízos que poderiam ser causados pela doença e em fevereiro de 1970, o governo brasileiro criou a CEFCA (Comissão Executiva da Erradicação da Ferrugem do Cafeeiro) para estudar a doença e buscar sua erradicação. Os programas de controle e campanhas nos meios de comunicação ajudaram a diminuir a expansão da ferrugem. No Brasil, alguns estudos mostraram que perdas de produção podiam alcançar 30%. Em meados da década de 1980, um cientista calculou que, no Brasil, a ferrugem causou entre um e três bilhões de dólares de perdas anuais, mas acabou sendo responsável por grande parte da modernização da lavoura no país e a mudança para o plantio da espécie robusta, mais resistente.
A ferrugem do cafeeiro é causada pelo fungo Hemileia coffeicolla, (ainda não constatada em cafezais no Brasil) e ferrugem alaranjada, causada por Hemileia vastatrix, considerado um grave problema para a cafeicultura brasileira. Os sintomas são inicialmente manchas cloróticas translúcidas (1 a 3 mm de diâmetro) na face inferior da folha. Com o tempo, as manchas crescem e chegam a 1 ou 2 cm de diâmetro, então começa o desenvolvimento de massas pulverulentas de coloração amarelo-laranjas que são formadas pelos uredósporos do fungo, que chegam a cobrir grande parte da folha. A redução da área foliar das plantas de café pelas lesões e desfolha é o principal motivo dos prejuízos, sendo mais visíveis na safra seguinte. Em ataques severos e precoces ocorrem perdas na granação dos frutos e no rendimento no mesmo ano. A desfolha pode causar deformações, surgimento de ramos isolados e levar à redução do abotoamento, florescimento e pegamento dos frutos. Os fatores que favorecem o desenvolvimento do fungo são as altas temperaturas (na faixa de 20 a 24°C) e umidade (devido à chuva, orvalho e sombreamento). Além disto, o manejo pode interferir criando condições favoráveis, como o plantio direto e sistemas adensados que criam microclimas sombrios e úmidos, assim como adubação e tratos mal feitos que tornam as plantas mais susceptíveis e uso de espécies não resistentes geneticamente. A disseminação se dá a longas distâncias pelo vento, insetos, homem, outros animais, assim como de folha a folha e principalmente através das gotas de chuva. O esporo, ao cair na superfície inferior de uma folha, germina e invade o tecido. O fungo cresce e se espalha, produzindo pontos alaranjados, bem visíveis, que podem liberar centenas de milhares de novos esporos que irão infectar outros cafeeiros. O Hemileia vastatrix pode manter-se através de vários ciclos numa única estação de crescimento (policíclico). A adubação equilibrada, o uso de cultivares resistentes e fazer desbrotas para evitar o excesso de hastes e por consequência o sombreamento são alternativas de manejo para evitar a contaminação pelo fungo. O controle químico com fungicidas cúpricos ou sistêmicos e controle biológico com uso de fungos como Verticilium hemileiae, Cladosporium hemileiae e Glomerela cingulata são usados na tentativa de eliminação da doença nas plantações de café.
Luís Felipe Rinaldi
ResponderExcluirn° 7187287
Turma: Quinta 16hrs
Dentre as doenças que ocorrem no cafeeiro, a ferrugem causada pelo fungo Hemileia vastatrix Berk e BR., é a mais importante por causar grandes prejuízos para a cafeicultura.
A ferrugem foi encontrada pela primeira vez no mundo em 1861 próximo do Lago Victoria na África Oriental. Em 1867 apareceu no Sri Lança e daí se expandiu rapidamente para o continente Asiático, Africano, Oceania e Madagascar.
Os primeiros relatos da ferrugem nas Américas datam de 1902, na Ilha de Porto Rico, e em janeiro de 1970 no município de Aurelino Leal, no sul da Bahia e já no ano seguinte era constatada em todos os estados produtores de café do Brasil.
Existem duas hipóteses para a chegada da ferrugem no Brasil: primeira vinda através de esporos sobre mudas de cacau trazidas da África e segunda, através dos esporos transportados por correntes aéreas vindas da África.
O fungo causador H. vastatrix, pertencente á família Pucciniaceae, ordem Uredinales, classe Teliomycetes, filo Basidimycota se caracteriza por ser um fungo parasita obrigatório do cafeeiro, não sendo conhecida outra planta hospedeira. Nas lesões em folhas de cafeeiros é capaz de produzir dois tipos de esporos morfologicamente diferentes e com funções distintas. O primeiro mais comum denominado uredósporo, unicelular de coloração amarelo-alaranjado. Esses esporos são produzidos em abundancia na face inferior da folha; pela germinação produz micélio que, depois de se desenvolver nos tecidos da folha, produz novos uredósporos. O segundo tipo de esporo, menos comum, é o teliósporo que aparece em lesões velhas, geralmente de 7 a 10 semanas, na região central das lesões, em tecido necrosado. O fungo apresenta ciclo de vida incompleto. O ciclo de vida começa com os uredósporos chegando na face inferior da folha , e na presença de água líquida e baixa luminosidade germinam, penetram e infectam produzindo novamente uredósporos, iniciando um novo ciclo.
O principal dano que a ferrugem causa ao cafeeiro é a desfolha e consequentemente a perda na produção que pode chegar até 50%. Somando-se a queda natural com a queda prematura de folhas, provocada pela ferrugem, um grande desfolhamento causará um baixo vingamento das flores, queda e chochamento dos frutos. Além disso, indiretamente após anos de ataque a ferrugem pode causar perda de ramos laterais e menor longevidade das plantas.
Os principais sintomas da doença são manchas cloróticas. Posteriormente formam-se pequenas manchas circulares de coloração amarelo-alaranjada na face inferior da folha. Sobre a mancha forma-se uma massa pulverulenta de uredósporos. Na face superior da folha, nas áreas correspondentes a massa de uredósporos da face inferior verificam-se manchas cloróticas. No estágio mais avançado, algumas partes do tecido foliar são necrosadas.
Grandes áreas com cafeeiros de cultivares susceptíveis como o Catuaí e o Mundo Novo favorecem o desenvolvimento da doença, proporcionando um maior potencial de inoculo e uma maior facilidade de disseminação deste entre lavouras. As folhas infectadas, remanescente da estação seca anterior ao período chuvoso proporcionam uma maior quantidade de inoculo residual e as folhas sadias podem ser atingidas pelas gotículas de água carregadas de uredósporos, promovendo a disseminação do fungo entre folhas e plantas.
As condições climáticas que favorecem a doença ocorrem normalmente a partir de novembro/dezembro, com o pico de incidência entre os meses de maio a julho
Medidas gerais de controle são: fazer adubações equilibradas ; plantar linhagens resistentes ou tolerantes; fazer desbrotas evitando o excesso de hastes e consequentemente o auto-sombreamento; fazer podas periódicas; adotar espaçamentos mais largos na entre linha e evitar o cultivo sombreado ou arborizado.
Ana Beatriz Fernandes Barboza
ResponderExcluirTurma prática : Quinta 08horas – 10 horas.
A doença Ferrugem do Cafeeiro é causada pelo agente etiológico Hemileia vastatrix, fungo este que pode causar sérias seqüelas na planta. Esta doença passou a se difundir no Brasil e a assustar cafeicultores por volta da década de 70. Esta doença traz grandes preocupações, pois é facilmente disseminada exatamente devido aos esporos, que são levados a longas distâncias pelo vento, insetos e pelo próprio homem. Rapidamente pode infectar diversas plantas, sendo que a maior fonte de disseminação é pela queda e escorrimento das gotas de chuva.
Sobre o fungo sabe-se que o mesmo pode infectar a planta através de aberturas naturais , como os estômatos, hidatódios e lenticelas, tendo um período de incubação de 1 mês a 2 meses. Seu período de latência também varia, tendo como limite inferior 40 dias e limite superior 70 dias.
Como de se esperar de ferrugens, este fungo tende a colonizar o limbo foliar da planta e tem grande importância econômica, seus sintomas podem fazer perder colheitas e plantações inteiras
Quanto aos sintomas desta devastadora doença, o principal destes é o aparecimento de manchas amarelas na face inferior das plantas, que conforme vão se desenvolvendo podem aparecer na face superior também. Essas manchas têm a capacidade de enfraquecer a planta, fazendo com que suas folhas sequem e a planta passa por morte de tecidos e quedas de folhas. O principal sinal desta doença é a visualização de uredósporos no limbo foliar, caracterizando o sintoma principal de uma ferrugem.
Com relação ao controle, pode-se utilizar variedades de café pouco susceptíveis a esta doença, além da ausência do inoculo no ano anterior através de medidas que o tirem da plantação (Ex : Poda de folhas contaminadas), além de um clima que seja pouco sombrio e úmido, retirando as condições ideais para a sobrevivência do fungo.
Gabriel Lourenço Lopes
ResponderExcluirN° USP: 7187530 Quarta-feira: 8:00-9:50
Ferrugem do Cafeeiro
Existem dois tipo de ferrugem, a ferrugem farinhosa e a ferrugem alaranjada. A primeira não ocorre no Brasil, ocorre as regiões da áfrica Central e Ocidental e tem menos importância econômica. Ela foi descoberta em 1932 e é causada pelo fungo Hemileia coffeicolla. Já a segunda causada pelo fungo Hemileia vastatrix tem sido o principal problema do cafeeiro em todas as regiões onde ele é cultivado, foi descrito em 1868 no Ceilão por Berkelei, no Brasil foi verificado primeiramente em janeiro de 1970 no sul da Bahia e diferentemente dos outros lugares se disseminou muito rapidamente, em apenas dois anos as principais regiões produtoras do país foram amplamente afetadas. Os sintomas característicos são as folha com manchas cloróticas translúcidas que evoluem para uma coloração amarelo-alarajada e apresentam os uredósporos (esporos característico das ferrugens), cerca de 150mil por pústula. As lesões provocam a morte dos tecidos, começando pelo seu centro. Nas lesões velhas pode ocorrer o fungo Verticillium hemileae tornando-as de aspecto esbranquiçado. Esse fungo se alimenta do agente causal da ferrugem quase cessando a esporulação que apenas continua na beirada das lesões. Algumas vezes o H. vastatrix pode atacar extremidades do ramo em desenvolvimento e frutos verdes. Na plantação o sintoma mais notado é a desfolha das plantas o que compromete a produção. Os fatores climáticos favoráveis à doença são: a temperatura, na faixa de 20-24 ºC, umidade necessária à germinação dos esporos favorecida pelas chuvas freqüentes, principalmente as finas, pelo orvalhamento noturno e por ambientes sombrios. A diagnose pode ser feita pela visualização dos uredósporos. A sobrevivência do patógeno ocorre nas lesões das plantas infectadas onde é o local que ocorre os esporos, os uredósporos podem sobreviver por semanas em condições de seca e ele pode sobreviver numa lesão por até seis meses, sendo assim um esporo produzido em uma estação pode ser fonte de inóculo em outra. A dissemiação ocorre pelo vento, pela água, por escorrimento, pelo homem e por insetos que passam de uma planta a outra, o mais eficaz e pela água. Depois de entrarem em contato com o vegetal os uredósporos germinam em torno de 3 a 6 horas em temperatura de vinte e poucos graus muita umidade e sem luz. A penetração do patógeno é por aberturas naturais, ele tem um período de incubação de 29 a 62 dias e de latência de 38 a 70 dias. O controle mais eficiente e com melhor resultado econômico é através de variedades resistentes, pois por se tratar de um patógeno que tem alta relação com o hospedeiro essa alternativa é possível, embora ainda não recomendados em escala comercial e com variedades ainda sendo melhoradas. Também pode ser realizado o controle químico, primeiramente o tratamento foi feito através de fungicidas cúpricos e mais recentemente com produtos curativos protetores que cotem uma formulação mista com inseticidas.
Nayara Jaqueline Scholl
ResponderExcluirNúmero Usp: 7186-797
Turma 7 - Quinta 16h
A ferrugem-do-cafeeiro
A ferrugem-do-cafeeiro é a mais importante doença causada por fungo na cultura do café, o fungo Hemileia vastatrix. Sua primeira identificação no Brasil foi em 1970, em Itabuna, Bahia. Logo após se dispersou para outras regiões produtoras da mesma também. Atualmente existem mais de quarenta taças fisiológicas de ferrugem que atacam os cafeeiros.
Os fungos atacam principalmente as folhas inferiores com uma grande massa de esporos. Os sintomas são manchas amareladas, de 1 a 3mm e formato circular na parte ventral das folhas. Também é possível observar pústulas na parte abaxial das folhas, que são elevações na superfície, causadas pelo desenvolvimento do fungo. Os sintomas aparecem entre dezembro e janeiro, porém se acentua entre abril e maio.
Os fungos causadores dessa doença são favorecidos por temperaturas entre 20 e 24°C, chuvas frequentes e molhamento foliar, além de altitudes entre 800 e 1300 metros. A disseminação dos inóculos se dá principalmente por gotas de chuva, mas também pode ocorrer pelo vento, insetos, homem e outros animais.
Os prejuízos causados pela ferrugem em anos de alta produção podem atingir 50%, pela redução da área foliar, lesões e desfolhas. Uma vez que, a desfolha acentua a seca de ramos laterais, provoca acinturamento das plantas e aparecimento de ramos ladrões, sendo necessário desbrotas e podas. Além disso podem também ocorrerr ataques severos e precoces gerando perdas na granação dos frutos e no rendimento.
A luz inibe a germinação dos fungos, assim a doença é beneficiada por ambientes sombrios e úmidos, portanto é preciso tomar cuidado com a irrigação em excesso, alto adensamento de plantas, essas com muitas hastes, além de outros manejos que favoreçam a umidade. Além disso, tratos mal feitos aumentam a susceptabilidade das plantas à doença.
Os fungicidas cúpricos são usados para controle químico desse fungo Hemileia vastatrix. Além de que variedades resistentes à doença também podem ser usadas. Outra opção é controle biológico com os fungos Verticilium hemileiae, Cladosporium hemileiae e Glomerela cingulata, que são normalmente encontrados associados às pústulas.
Renan de Souza Carvalho
ResponderExcluirn°USP:7187440
Turma prática: Quinta-feira 8:00
Existem dois tipos de ferrugem que estão relacionadas ao cafeeiro, porém restringe-se ao Brasil o mais virulento. Da Ásia foi relatada a primeira vez na região de Porto Rico em 1902.
O agente causal da ferrugem do cafeeiro é o Hemileia vastatrix no Brasil.
Atualmente existem no mundo mais de 32 raças fisiológicas de ferrugem, sendo a I, II, III, e XV raças virulentas que foi reconhecido no Brasil.O fungo em questão, produz uredósporos e medindo 30 a 40 por 27 a 30µm. Em pouco tempo de pontuações translucidas podem atingir o 1-2cm de diâmetro de uma coloração alaranjada tipica da doença.
Identificada pela primeira vez, em 1970 em Itabuna, Bahia, em condições de 2 anos dispersou-se para outras regiões produtoras e em pouco tempo chegou a São Paulo; é considerado o fungo mais importante da cultura do café.
Em anos de alta produção, pode atingir 50% da produção do cafesal.
Seus sintomas ocorrem principalmente nas folhas onde se formam manchas amareladas, tipicas de ferrugem.As manchas, podem medir de 1 a 3 mm de formato circular na parte duperior das folhas.Póstulas, variando de 0,5 a 2 cm com uma intensa esporulação de cor alaranjada, e aspecto ferruginoso são comumente observadas n aparte abaxial das folhas.Pode ser observado sinais da doença, em frutos verde e em extremidade de ramos e brotações.
Os sintomas surgem geralmente de dezembro a janeiro, e seu pico de abril a maio, geralmente de 7 a 15 dias após a penetração, que varia em função da temperatura, da sucetibilidade e da maturidade do orgão afetado.O efeito mais prejudicial é a desfolha acentuada sob condições de alta severidade da doença.
As condições climáticas favoráveis para o desenvolvimento da doença são temperaturas entre 20-24°C, molhamento foliar e chuvas continuas.Altitudes entre 800-1300 metros e com adubação inadequada favorecem o aparecimento da doença.
Sua disseminação, ocorre pelo vento, e por respingos das chuvas.A luz inibi a germinação e o crescimento do tudo germinativo, sendo a penetração do fungo através dos estômatos da planta.O fungo coloniza o tecido intrecelular, e os esporos são formados, liberado pelas pústulas na face abaxial das folhas.
Continuação do anterior:
ResponderExcluirO seu manejo, é classico, sendo ele feito por agente químico de origem cúprica (3-4 aplicações por ciclo) desde a identificação da ferrugem no Brasil, porém atualmente através de produtos com efeito curativo-protetor, onde se destacam os produtos do grupo dos triazóis (1-2 aplicações por ciclo); também se utiliza a aplicação de triazóis em simulações mistas com inseticida para o controle do bicho mineiro(praga de grande importancia também) e a vantagem é fazer somente uma aplicação por ciclo da cultura.O inicio da aplicação cuprica (dose de 2 a 4 kg/há para lavouras adultas), o início das apliocações devem ser feitas em dezembro ou início de janeiro com termino em março a abril, e com intervalos de 30 a 45 dias entre aplicações.A aplicação de fungicida sistemico, como o tradimenol e propiconazole, tem mostrado grande eficiencia para o controle da ferrugem em aplicações foliares, no que se refere a aplicaçoes no caule ou solo, no caso do triadimenol e triadimefon.O sistemico pode ser empregado quando o controle não pode ser feito de modo preventivo com cúprico devido por exemplo a frequencia de períodos chuvosos, resultando em alto indice de foenças nas plantas.As variedades sucetíveis no Brasil, são de sua maioria suscetíveis á doença, no entanto existem algumas variedades resistentes disponíveis. A produção de variedades resistentes foi também alcançada por meio de hibridação interespecífica (variedades resistentes), C. robusta x C. arabica; exemplo o material Icatu, que tem apresentado boas características de resistência e vigor elevado, embora ainda com alguns problemas de porte e crescimento lateral exagerados, de desuniformidade na produção, de tamanho e formato de sementes inadequados; por essa razão ainda pouco utilizado. Atualmente, materiais como o Catucaí, resultante do cruzamento natural entre Catuaí e Icatu, e o Catimor, resultante do cruzamento entre o Caturra Vermelho e o híbrido de Timor, têm apresentado boa resistência à ferrugem.O controle biológico vem sendo utilizado com o uso dos fungos Verticilium hemileiae, Cladosporium hemileiae e Glomerela cingulata, que tem sua ação associados ás pústulas.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirGiovanni Módolo Silveira
ResponderExcluirN°USP:7186592
Turma prática: quarta-feira 10:00 - 12:00
Ferrugem do Cafeeiro
A ferrugem do café foi constatada no Brasil em janeiro de 1970 no sul da Bahia.Em quatro meses foi encontrada em cafeeiros presentes em quase todos estados brasileiros e hoje pode ser encontrada em todas as lavouras de café brasileiras.
As perdas provocadas pela doença atualmente podem chegar a 50% nos periodos climaticos mais favoraveis à doença e por isso caracterizam a doença como uma das mais importantes para a cultura de café.Os principais danos causados são queda precoce de folhas e seca dos ramos,que produzirão menos frutos no próximo ano.
Os sintomas podem ser observados na face inferior das folhas onde aparecem manchas de cor amarelo-pálida que se iniciam pequenas com posterior aumento gradual em seu diametro podendo atingir 2 cm.Na face superior , é possivel obeservar manchas de clorose que correspondem aos limites das pústulas da face inferior e que posteriormente evoluem para uma necrose.A formação de pustulas é caracteristica da doença no Brasil.A doença pode ainda ser observada em frutos verdeds e extremidades de ramos das brotaçoes novas.Os ataques mais serveros causam desfolha,retardando o desenvolvimento da planta e consequentemente interferindo em todos os processos fisiologicos de desenvolvimento da planta,comprometendo sua produtividade.
A ferrugem é causada por Hemileia vastatrix que possui habito de penetração e esporulção através des estôtamos e uredosporos reniformes equinulados dorsalmente e lisos ventralmente,raramente podem aparecer teliosporos.O patogeno coloniza o limbo foliar e seu ciclo de vida é incompleto(os estagios de pìcinio e écio sao desconhecidos até o presente).Sua temperatura otima de germinação é 22°C o alongamento do tubo germinativo é crescente até 30 °C, o periodo de incubação esta entre 29 e 62 dias,já o período de latência é de 38 a 70 dias.A luz inibe germinação e crescimento do patogeno,por isso as condiçôes mais favoraveis à germinação dos uredosporos ocorrem à noite.A umidade e molhamento foliar tambem são favoráveis ao desenvolvimento da doença.
As principais formas de disseminação são o vento e o propio homem para longas distâncias e a chuva para curta distância.
Para o controle da ferrugem utiliza-se principalmente fungicidas protetores e sistêmicos.Os fungicidas protetores mais efetivos são os cúpricos ja os sistemicos mais efetivos são os do grupo dos triazóis.Os fungicidas são aplicados tanto via foliar como no solo.A aplicação deve ocorrer de 4 a 5 vezes de dezembro a março ou abril com intervalos de 30 dias para os cúpricos ou duas aplicações sendo uma em janeiro e a outro em março para os sistemicos.
O emprego de variedades resistentes tambem mostra-se importante no controle da ferrugem e investimentos na area de melhoramento são fundamentais.
Vale ainda lembrar que um bom manejo da área, levando em consideração os fatores climaticos e topograficos antes da implantação da cultura e a aplicação correta de irrigação, se necessaria, são boas formas de prevenção da doença.
Nome: Fábio Luiz Consoni
ResponderExcluirNº USP: 7187179
Turma Prática: quarta-feira, 10-12h
Ferrugem do Cafeeiro
Os cafezais podem sofrer dois tipos de ferrugens, sendo que a ferrugem farinhosa, causada por Hemileia coffeicola Maubl. & Rogers (descoberta em 1932) tem menor importância por ocorrer apenas sobre Coffea arábica, restrita à África Central e Ocidental. Já o segundo tipo de ferrugem, a alaranjada, tem como agente causal o fungo Hemileia vastatrix Berk. & Br., causa grandes danos às plantações por todo o mundo, tendo sido descoberta em 1868 no Ceilão e sendo relatada na América primeiramente em Porto Rico em 1902. No Brasil, seu primeiro foco foi em Itabuna, na Bahia, em janeiro de 1970 e se alastrou rapidamente, chegando a São Paulo e aos demais estados produtores em pouco mais de quatro meses, diferindo de outros países onde a disseminação foi lenta. Hoje, o agente causal apresenta 32 diferentes raças dispersas pelo hemisfério oeste. Sua importância se dá pelo fato de que pode causar quebras de produção de até 50% em anos de alta produção, tendo como hospedeiros todas as espécies de Coffea, com danos de 35 a 40% sobre o Coffea arabica segundo os estudos de Garçon et al. (2000), uma vez que causa a desfolha e má formação dos grãos.
Os sintomas causados pela ferrugem do cafeeiro, que se trata de uma doença foliar, são manchas cloróticas translúcidas que evoluem para manchas necróticas na face inferior do limbo. A princípio, surgem pequenas manchas cloróticas translúcidas na face inferior do limbo, variando entre 1 e 3 milímetros de diâmetro, que após alguns dias se desenvolvem atingindo 1 a 2 centímetros de diâmetro. Na face inferior do limbo se desenvolvem estruturas formadas por uredóporos do patógeno, com coloração amarelo-laranja; enquanto isso, observa-se na face superior áreas descoloridas com tonalidade amarelada, correspondendo às áreas infectadas na face inferior. Com o passar do tempo e a evolução da doença, as áreas centrais das manchas tornam-se necróticas com a produção de esporos esbranquiçados, sendo que essa perda de coloração pode ser acentuada com o ataque do Verticillium hemileiae Bour. Quando em estágio avançado, a produção de uredósporos ocorre apenas nas áreas periféricas das pústulas. Em plantações, observa-se a forte desfolha das árvores, gerando o retardamento do desenvolvimento de plantas jovens ou sinais de perecimento de plantas mais velhas, reduzindo a produtividade. Dependendo do estádio fenológico em que ocorra a desfolha ocorre uma determinada conseqüência que afeta negativamente a produção, sendo que quando a desfolha ocorre durante o desenvolvimento dos grãos, estes formam-se anormais e ocorre a produção de frutos com lojas vazias, enquanto que, caso a desfolha ocorra antes do florescimento, temos problemas no desenvolvimento dos botões florais e na frutificação. Segundo Alves e Ponte, a doença também pode apresentar sintomas em frutos verdes e extremidades de ramos e brotações, sendo que o surgimento dos sintomas ocorre geralmente entre dezembro e janeiro, com pico entre abril e maio.
A doença é causada pelo fungo Hemileia vastatrix, pertencente à família Pucciniaceae, organismo biotrófico que apresenta ciclo de vida incompleto, já que ainda não foram encontradas as fases de pícnio e écio. Este fungo caracteriza-se pela produção de dois tipos de esporos morfológica e funcionalmente distintos, sendo eles os uredóporos e os teliósporos. O primeiro tipo de esporos, mais comum, é produzido em abundância na face inferior das folhas sendo que sua germinação produz micélio que se desenvolve sobre a folha do cafeeiro e produz novos uredóporos; estes esporos são estruturas unicelulares, reniformes, equinados dorsalmente e lisos ventralmente, formados na extremidade de pedicelos que atravessam o estômato, formando aglomerados que ficam comprimidos, e que, quando em contato com a água, são liberados facilmente. O segundo tipo de esporos produzidos, os teliósporos, são formados eventualmente na região central necrosada das lesões velhas, geralmente 7 a 10 semanas após os uredósporos; também unicelulares, com forma subglobosa, parede espessa e lisa e com saliência no ápice. A principal fonte de inóculos são as folhas infectadas, sendo que cada pústula libera cerca de 150.000 uredósporos, que podem sobreviver a seis semanas sob condições secas, além de que cada lesão pode produzi-los por mais de três meses. A disseminação ocorre por meio da ação do vento, gostas de chuva e escorrimento da água para a superfície inferior do limbo, pelo homem nos tratos culturais e insetos/animais que entrem em contato com as plantas infectadas. Os uredósporos, após caírem sobre as folhas, germinam em 3 a 6 horas, sob muita umidade, ausência de luz e temperatura entre 21 a 25°C. Segundo Alves e Ponte, a doença é favorecida em altitude entre 800 e 1300 metros. Ocorre o desenvolvimento do tubo germinativo que se formam apressórios próximo ao estômato, por onde a hifa penetra a cavidade sub-estomática e a colonização intracelular se inicia com o desenvolvimento de haustórios. Os sintomas iniciais surgem após 7 a 15 dias da penetração. A duração do ciclo do fungo varia segundo as condições climáticas, podendo ir de 20 a 30 dias. Em qualquer fase de desenvolvimento as folhas são susceptíveis ao fungo, mas a penetração e colonização se dão mais rapidamente e mais freqüentemente sobre folhas jovens.
ResponderExcluirA forma de controle mais indicada é o emprego de variedades resistentes, embora ainda em fase de consolidação. A forma de controle mais usado é a química, com o uso de fungicidas protetores (principalmente cúpricos), devendo ocorrer mais que uma aplicação por ciclo para o controle seja eficiente, podendo também se fazer uso de produtos sistêmicos, quando já não se puder fazer o uso de fungicidas cúpricos preventivos, devendo ocorrer quando as plantas apresentarem 20% das folhas infectadas. Deve-se atentar para o fato de que na época de maior proliferação do fungo (coincidente com o período chuvoso) é a que deve ser feito o uso do controle químico. Pode-se praticar o controle biológico com o emprego do fungo Verticillium hemileiae, Cladosporium hemileiae e Glomerela cingulata, embora a resposta seja mais lenta.
Nome: Lucas Teixeira Franco de Moraes
ResponderExcluirNº USP: 7185910
Turma Prática: quarta-feira, 14-16h
Ferrugem do Cafeeiro
A ferrugem-do-cafeeiro foi identificada pela primeira vez no Brasil na cidade de Itabuna – BA em 1970. Após a primeira identificação, se alastrou rapidamente pelas diversas regiões produtoras. Essa doença é considerada a mais importante doença causada por fungo (Hemileia vastatrix) na cultura do café, pois o prejuízo pode alcançar a metade da produção em anos de alta produção.
Os principais sintomas estão nas folhas onde aparecem manchas amareladas, o tamanho varia de 1 à 3 mm em forma de circulo na parte superior das folhas. Na face de baixo da folha, ocorrem pústulas de 0,5 à 2 cm com uma intensa esporulação de cor alaranjada com aspecto ferruginoso. A doença também é observada nos frutos verdes e na extremidade de ramos e brotações. Eles surgem normalmente em dezembro e janeiro e seu pico é em abril a maio. A diagnose se da na observação desses sintomas.
As condições climáticas que favorecem a doença são temperaturas entre 20 e 24°C, folhas úmidas e chuvas constantes. Ela é favorecida também em altitudes de 800 à 1300 metros e adubação inadequada. A disseminação ocorre pelo vento e respingos de chuvas. Como a luz inibe a germinação e o crescimento do tubo germinativo, a penetração se da através dos estômatos da planta. O fungo coloniza a planta através do tecido intercelular e os esporos são formados e liberados na face de baixo das folhas.
Como forma de manejo para a doença, existe o controle químico com fungicidas cúpricos (utilizados desde a identificação da ferrugem no Brasil), porem vem sendo substituído por fungicidas sistêmicos. No Brasil as variedades cultivadas são de maioria suscetível a doença. Existe também o controle biológico que vem sendo praticado com o uso de fungos Verticilium hemileiae, Cladosporium hemileiae e Glomerela cingulata, os quais são associados às pústulas.
Eduardo Lourenço Alves Neto 7244415
ResponderExcluirTurma prat.:Quarta-feira 16:00-18:00h
A ferrugem do cafeeiro ou Moléstia é uma doença fúngica causada pelo patógeno Hemileia vastatrix. No Brasil teve sua primeira constatação em 1970 no estado da Bahia e devido a sua grande capacidade de disseminação, em pouco tempo alcançou todo o território nacional. A doença tem grande importância no cenário agrícola devido sua agressividade e diminuição na produção que causa, pode chegar de 35 a 40% em certas variedades de café. Temeu-se que esta doença acabaria com a cultura do café no Brasil, assim como já havia ocorrido em países asiáticos.
Ataca principalmente as folhas da planta raramente os frutos e partes novas da planta. Os primeiros sintomas aparecem na parte inferior das folhas com o aparecimento de pequenas manchas amareladas e aspecto ligeiramente oleoso, em alguns dias as manchas se desenvolvem de forma a apresentarem maior tamanho e uma cor mais alaranjada e terem aspecto pulverulento. A pulverulência se da pela presença dos esporos e em estágios mais avançados sinais aparecem na parte superior das folhas e ocorre uma queda prematura delas. Esta queda prematura das folhas exaure a planta com o tempo tornando o cafezal infectado “antieconômico”, ou seja, inviável. Os esporos podem ser transportados pelo vento a grandes distâncias e pelas gotas de chuva infectando folhas inferiores e plantas ao redor.
A diagnose é feita com base na análise dos esporos em lâmina de microscópio óptico, confirmando que o agente causal é mesmo o fungo Hemileia vastatrix.
O opções de controle mais utilizadas são o uso de variedades resistentes à doença, desbrotas regulares para diminuir o numero de hastes e auto sombreamento desfavorecendo a criação de um microclima propício a proliferação do fungo, aplicações foliares preventivas de fungicidas cúpricos como oxicloreto de cobre e hidróxido de cobre, e aplicações curativas com fungicidas como Bayleton, Bayfidan e Tilt (Aplicações curativas devem ser feitas quando até quando a cultura apresentar no máximo 15% de infestação).Ainda pose-se aplicar fungicidas granulados no solo, contra indicado, pois pode afetar a colônia de microrganismos benéficos presentes no solo.
Mauricio Fanton nº USP: 6826520 Turma Prática: Quarta 10h – 12h
ResponderExcluirA Ferrugem do Cafeeiro
A ferrugem do café, causada pelo fungo Hemileia vastatrix, ocorre em todo o mundo onde existem plantações do café. No Brasil, a primeira ocorrência foi registrada em 1970 no sul da Bahia e pouco tempo depois já havia se espalhado por todo o país, sendo que hoje pode ser encontrada em todas as lavouras brasileiras. Em condições favoráveis de crescimento os danos causados podem chegar a 50%, caracterizando-se já queda precoce das folhas e seca dos ramos, não havendo produção de frutos.
Os sintomas são observados na face inferior da folha, com manchas amareladas, que evoluem de tamanho com o passar do tempo quando passam a ter coloração alaranjada e aspecto pulverulento. Na face superior observam-se manchas cloróticas amareladas que posteriormente necrosam. A formação de pústulas diferencia essa ferrugem de outra, Hemileia caffeicola, que não às produz. Pode ser observada em frutos verdes e em extremidades de ramos e brotações novas, em ataques severos causa desfolha, prejudicando a produção e a qualidade dos frutos.
O fungo Hemileia vastatrix tem hábito de penetração e esporulação através dos estômatos e uredósporos, com teliósporos unicelulares, globosos ou napiformes, lisos e que germinam ‘’in situ’’e produzem basidiósporos. A temperatura ótima para a germinação é de 22º C, sendo que abaixo de 15 e acima de 28,5 o processo é inibido. O período de incubação varia entre 29 a 62 dias e o período latente de 38 a 70 dias. O processo germinativo ocorre preferencialmente à noite, pois é inibido pela luminosidade. O vento é o principal agente de dispersão, havendo também papel da chuva. A altitude favorável para o fungo vai até 1000 m, devido às baixas temperaturas acima desta marca não serem vantajosas ao desenvolvimento. Em anos de alta produção de frutos a incidência do fungo é maior, possivelmente devido à drenagem dos fotossintetizados das folhas para os frutos.
O controle da ferrugem é feito principalmente pelo uso de fungicidas protetores e sistêmicos e pelo uso de variedades que se mostram resistentes à doença.
Fonte utilizada: Manual de Fitopatologia, Volume 2 : Doenças das plantas Cultivadas
Rafael Gil Silvano
ResponderExcluirN°USP:7244360
A ferrugem do café é causada por um fungo chamado Hemileia vastatrix e que teve suas primeiras aparições em 1868 na Ásia e que se espalhou pelo mundo todo chegando à África e logo depois no Brasil que chegou no ano de 1970 na cidade de Itabuna-Ba e logo depois se espalhou pelo país todo.
Os sintomas aparecem nas folhas na forma de pústulas, de cor alaranjada, na face inferior, essas pústulas são formadas de uredósporos desse fungo.cafeeiro sofre, então, desfolhas precoces, precisando de até dois ciclos de cultivos para a recuperação, período acompanhado de baixa produção.Hemileia vastatrix é um fungo denominado de parasita obrigatório, sendo as suas formas de dispersão através dos uredósporo e é feita pelo vento preferencialmente úmido ou também em água.Os sintomas aparecem de 7 a 15 dias após a penetração, surgindo na página inferior da folha uma semana mais tarde e o fungo só consegue penetrar na folha através de estômatos.
As regiõs onde é favorecida a doença sãolocais entre 400 e 600m de altitude que possuem uma temperatura mais amena e úmida.
A doença provoca desfolha na planta podendo não afetar a produção do mesmo ano mas a do ano seguinte ao que foi observado a doença na planta.
Formas de controle a serem são varias e variam de acordo com a região. em algumas regiões são utilizados variedades resistentes como a IAC Obatã, noe entanto só pode se utilizar dessa técnica no estabelecimento de novas áreas caffeiras, ou mesmo quando a doença já está um pouco avançada pode-se usar fungicidas para a proteção do mesmo.Os fungicidas preventivos são quase sempre a base de cobre.Acima de tudo nas épocas de chuva os produtores devem estar atentos à manisfestção de sintomas na lavoura.
Mariana S. Sguilla de Oliveira
ResponderExcluirnº usp 7187360
turma: quarta 8h
A Ferrugem chegou ao Brasil em 1970 , depois de ter e espalhado por todo o “Velho Mundo”, ameaçando o modelo de prosperidade pelo café da época, sendo identificada em janeiro, em Ubaitaba; e na década seguinte se espalhou pelo continente.
Anteriormente, em sentido temporal linear, havia sido descoberta no Ceilão em 1868, em 1869, Sumatra, em 1878, nas ilhas Fidji, em Java 1879, nas Ilhas Maurício em 1882, no Vietnã em 1888, Filipinas e Bornéu em 1890, Tanzânia em 1894 e em Nova Caledônia, 1910. Por volta de 1913 chegou ao Quênia, e mais tarde na Etiópia. Na Costa Ocidental da África foi encontrada, na década de 30, na Costa do Marfim, Angola e Nigéria.
A doença debilita seu hospedeiro severamente, e é causada pelo fungo Hemileia vastatrix, “originário” do sudoeste da Etiópia, onde provavelmente co-evoluiu com a planta hospedeira. Detalhe: o patógeno é parasita obrigatório, ou seja, só sobrevive em tecidos vivos.
Ele é parasita próprio do gênero Coffea. A ferrugem-do-cafeeiro é considerada a pior doença fúngica da cultura do café e pode causar perdas entre 20 a 30 % da colheita por ano, e até mesmo 50% em anos de alta produção se não for refreada.
O fungo, em forma de esporo, ao cair na superfície inferior da folha, em condições ecológicas adequadas (como umidade), germina e invade o tecido da folha. Ele cresce, se espalha pelas folhagens e produz pontos alaranjados de 1 a 3 mm e formato circular na face adaxial das folhas e pústulas(uredósporos do fungo) de 0,5 a 2 cm com uma intensa esporulação e aspecto ferruginoso na face abaxial das folhas - visíveis a olho nu e de aspecto farinhoso
Uma infecção grave chega a desfolhar o cafeeiro, enquanto que infecções repetidas o enfraquecem, podendo causar um agudo declínio na produção
Sintomas também podem ser observados e frutos verdes e extremidades de ramos e brotações, e surgem geralmente entre dezembro e janeiro.
Os esporos são disseminados pelo vento, pelos insetos, pelo homem e por animais - a longas distâncias. De uma planta a outra e de folha em folha, é pelas gotas de chuva que a maior disseminação da doença ocorre - eficientemente.
Além do manejo, deve-se primeiramente, para evitar a entrada na área, fazer sempre uma adubação equilibrada, plantar linhagens resistentes e fazer desbrotas, evitando o excesso de hastes e consequentemente o auto sombreamento, depois o controle da doença pode ser químico, onde os fungicidas cúpricos (fornecer o cobre) são usados desde a identificação da ferrugem no Brasil, e recentemente há ainda os fungicidas sistêmicos (Bayfidan 250 CE, Bayleton e Alto 100) e os sistêmicos granulados aplicados via solo (Bayfidan 60-GR e Alto Mix). Há também algumas variedades - do germoplasma Sarchimor (IAC-Tupi, IAC-Obatã e IAPAR-59), resistentes disponíveis – prática que só serve para plantios novos; e o controle biológico com fungos Verticilium hemileiae, Cladosporium hemileiae e Glomerela cingulata,
A desfolha de uma planta infectada também acaba causando uma necessidade de desbrotas e antecipação de podas.
Mayco J. Rigo
ResponderExcluirN. USP: 7185796 - Turma quarta das 8 as 10h
Ferrugem do Cafeeiro – Hemileia vastatrix
O cafeeiro está sujeito á duas espécies de fungo do gênero Hemileia: Hemileia coffeicola e Hemileia vastratrix. A segundo gênero geralmente provoca danos mais severos, causando prejuízos econômicos mais elevados, tendo sido causa de crises econômicas em vários países.
Sintomas: Se manifesta nas folhas (principalmente as mais jovens a penetração e colonização é mais rápido) provocando pequenas manchas amarelas (1 a 2 mm), na face inferior da folha, aumentando de tamanho com a evolução da doença. Com a evolução, a fase superior fica com cor amarela e a fase inferior apresenta uma massa pulverulenta, saliente, de cor alaranjada e constituída de uredósporo do fungo. Além das folhas, o fungo pode afetar às vezes a extremidade do ramo em desenvolvimento, mas o ataque as frutos é muito raro. Incidências de fungo muito severa provoca a queda precoce da folha, causando queda na produção.
Etiologia: H. vastatrix é um fungo parasita obrigatório que é capaz de produzir dois tipos de esporos morfologicamente diferentes: Uredósporo (mais comum) e teliósporo (menos comum).
A fonte de inóculo por excelência é constituída pelas lesões em folhas de plantas afetadas, sendo os uredósporos disseminados por diversas formas, sendo a água o mais eficiente agente para a propagação.
O poder germinativo dos uredósporos é variável. Uredósporos nas lesões sobre as folhas podem ter normalmente um poder germinativo de 30 a 50%, e nessas condições podem ter normalmente permanecer viável por 3 meses em período seco. Porém, uma vez retirado das lesões perdem rapidamente seu poder germinativo, que pode cair a 5% depois de 5 dias.
O ciclo da doença em ambientes desfavoráveis é longo, podendo ser superior a 30 dias, entretanto, em lugares favoráveis tem-se ciclos curtos, com 20 dias ou até menos.
Controle: o controle deve ser através de pulverizações de fungicidas preventivos. Deve-se tomar cuidado quando a temperatura for mais amena e alta umidade relativa, sendo propícia a disseminação do fungo e ponto ideal para a aplicação de fungicidas. Os fungicidas cúpricos e o tiocarbamato de zinco tem-se mostrado mais eficiente no controle.
O emprego de variedades resistentes como a Icatu e Catimor também é uma forma de obter bons resultados no campo.
Vitor Stella, NºUSP:7186157, Turma prática: Qua 10-12h.
ResponderExcluirDevido aos grandes prejuízos que causa nas plantações de café, a ferrugem do cafeeiro tem-se demonstrado uma das principais doenças que vem assolando este cultivar. Seu primeiro relato aconteceu no século 19 no continente africano e no Brasil foi observada pela primeira vez na década de 70 do século 20.
Quando o patógeno Hemileia vastatrix (fungo biotrófico) penetra a planta, nota-se manchas marrons ou amarelas na porção abaxial das folhas, passando para a porção adaxial das mesmas se não houver nenhum tipo de tratamento. Essas manchas por sua vez deixam a área necrosada, o que diminui a esporulação do fungo, entretanto causa a desfolhação da planta.
Para diagnosticar a doenças, é necessário que se conheça bem a diferença entre sintomas e sinais para saber o que se está observando, e este processo pode ser feio da seguinte maneira: primeiramente deve ser feito o preparo de uma lâmina a partir de tecido vegetal lesionado, na sequência observa-se as estruturas no microscópio e logo após é feita uma comparação com a literatura para ver se realmente se trata da ferrugem.
Não diferente dos outros fungos, esse tipo também adora umidade, temperaturas amenas (entre 20 e 24°C) onde ocorrem a germinação dos espóros, ambientes sombrios e os orvalhamentos noturnos.
Sendo assim, o controle da ferrugem pode ser feito pela utilização de variedades resistentes como a Icatu, ou quimicamente por três sistemas: preventivo (fungicidas cúpricos), curativo (produtos químicos chamados Bayleton ou Bayfidan) e preventivo-curativo.
José Valdir Neri Junior N USP 6912335
ResponderExcluirturma pratica quinta 14 - 16h
A ferrugem do café é uma doença causada pelo fungo Hemileia vastatrix, da divisão dos basidiomicetos. Tal doença foi relatada pela primeira vez no Quênia, no ano de 1861, posteriormente se alastrou para Índia, Ásia e Austrália, sendo descoberta no ano de 1970, época na qual foi difundida pelo Brasil, primeiramente na Bahia e logo após em São Paulo, nos outros países a expansão dessa doença se deu lentamente, enquanto que no Brasil, em nossas condições, apenas dois anos foram suficientes para que as principais regiões produtoras de café fossem atingidas.
A ferrugem do cafeeiro é uma doença foliar, inicialmente ela causa manchas cloróticas na parte inferior da folha (1 – 2 mm de diâmetro), essas pequenas manchas são capazes de crescer em poucos dias, passando para aproximadamente 1 – 2 cm de diâmetro. Na mesma face inferior da folha, massas pulverulentas de coloração amarelo-laranja, formadas pelos uredósporos do patógeno, quando essas coalescem podem cobrir grande extensão do limbo, já na parte superior da folha aparecem algumas regiões com tonalidade amarela que nada mais são do que reflexos do que acontece na parte inferior.
Com o passar do tempo essas manchas sofrem grande aumento, com manchas necróticas no centro, os esporos produzidos possuem uma coloração mais esbranquiçada e de menor viabilidade.
Mais raramente há o ataque do fungo nos ramos em desenvolvimento e frutos verdes. Na plantação o sintoma mais encontrado é a desfolham que ocasionam queda acentuada na produção, quando essa desfolha acontece antes do florescimento há comprometimento na produção dos frutos e quando na frutificação há produção de grãos anormais afetando acentuadamente a produção.
O H. vastarix é um fungo biotrófico que apresenta ciclo de vida incompleto, ele produz dois tipos de esporos com funções distintas, sendo que o mais comum chamado uredósporo, produzido em abundancia na região inferior da folha, por germinação produz micélio que depois de se desenvolver produz novos uredósporos, em condições normais permanecem unidos por uma mucilagem e quando em contato com a agua libertam-se com facilidade. O segundo tipo é o teliósporo, presente em lesões mais velhas (7 a 10 semanas depois de formados os primeiros uredósporos) geralmente na região central da lesão, em tecido necrosado, por germinação produzem um pró-micélio de quatro células, uma das quais dará formação a um esporídio ou basidiósporo.
A fonte de inoculo é constituída pelas lesões nas folhas infectadas, onde produzem-se uredósporos. Uma lesão produzida numa fase vegetativa pode servir de fonte de inoculo para o inicio da fase vegetativa seguinte, uma vez que o uredósporo pode sobreviver aproximadamente seis semanas sob condições de seca e a produção desses uredósporos numa lesão pode ser superior a três meses.
José Valdir Neri Junior N USP 6912335
ResponderExcluirturma pratica quinta 14 - 16h
A disseminação se da pelo vento, gotas de chuva, escorrimento de agua das margens do limbo à superfície inferior, pelo homem na execução de tratos culturais e por insetos e outros animais que entrem em contato com plantas infectadas, sendo que a agua é a maior responsável por essa disseminação, uma vez que esta quando se choca com a parte infectada liberta imediatamente os esporos sendo capaz até de desmanchar os aglomerados. A disseminação a longa distancia é realizada principalmente pelo homem e pelo vento.
Depois de disseminados, os uredósporos que caírem na região inferior da folha germinarão dentro de 3 a 6 horas, sob condições de elevada umidade, temperatura entre 21 e 26°C e na ausência de luz, a germinação pode começar em um ou vários poros germinativos simultaneamente, mas geralmente apenas um tubo germinativo segue o processo de infecção, esses tubos irão se ramificar e formar apressórios próximos ao estômato, ai então a hifa de infecção penetra e o processo de colonização intracelular tem inicio. O poder germinativo dos uredósporos é variável, sendo que quando estes estão não lesões possuem poder germinativo de 30 a 50%, podendo permanecer viáveis por aproximadamente 3 meses em condições de seca, porém, uma vez que retirados das lesões perdem seu poder germinativo caindo a 5% em 5 dias e 1% aos 20 dias,
Sintomas iniciais são verificados de 7 a 15 dias após a penetração e a esporulação inicia uma semana mais tarde. Após a esporulação há a formação de um aglomerado de hifas na região subestomática, seguindo a produção de vários pedicelos que saem pelos estômatos e na extremidade desses pedicelos surgem os uredósporos.
Em regiões com condições favoráveis à doença, o ciclo é longo (superior a 30 dias), enquanto em regiões com condições favoráveis ao desenvolvimento dessa doença o ciclo se torna mais curto (aproximadamente 20 dias de duração) e as folhas mais jovens a penetração e a colonização se tornam mais rápidas e mais frequentes.
A principal arma para combater a ferrugem do cafeeiro é o uso de variedades resistentes, pois teoricamente é mais eficiente e economicamente mais viável, porém esse material não vem sendo utilizado em escala comercial, por problemas como desuniformidade de produção, baixo vigor, brotamento lateral, entre outros fatores, necessitando assim de melhoramento. Os materiais já recomendados como Icatú Vermelho e Icatú Amarelo estão passando pela fase de multiplicação de sementes, essas variedades dispensam uso de fungicidas.
O controle químico é baseado na pulverização foliar, inicialmente com fungicidas protetores,os cúpricos, sendo necessário de 3 a 4 aplicações por ciclo, e mais recentemente com produtor com efeito curativo-protetor, onde se destacam o grupo dos triazóis com 1 a 2 aplicações por ciclo, e também aplicação de triazóis via solo, com função inseticida pra controle simultâneo do bicho mineiro vem sendo eficiente, com apenas uma aplicação por ciclo.
O período de maior incidência da doença é de novembro a abril, que coincide com período mais chuvoso e quente que é propicio para ela, de janeiro a março a doença aumenta em ordem geométrica e em maio a infecção começa a crescer demais, alcançando o máximo de junho a agosto, que é a época seguida da desfolha, sendo então, essas épocas citadas as de maior importância de controle.
É recomendado controle preventivo com produtos à base de cobre, sendo que o inicio das aplicações deve ser realizado em dezembro ou inicio de janeiro, com termino em março ou inicio de abril e intervalos de aplicação de 30 a 45 dias.
José Valdir Neri Junior N USP 6912335
ResponderExcluirturma pratica quinta 14 - 16h
A aplicação de produtos sistêmicos tem se mostrado muito eficiente em aplicações foliares, esse tipo de aplicação deve ser feita quando o uso de produtos preventivos não puderem ser realizados por problemas de muita chuva ou alta infestação da doença, ou seja quando cerca de 20% das folhas apresentarem sintomas (normalmente entre fevereiro-março) deve ser feita a aplicação de fungicida sistêmico e dentro de 30 a 45 dias após, uma nova aplicação se for necessário. A mistura de um sistêmico com um cúprico reforça mais o efeito de uma única aplicação.
André Bueno Gama
ResponderExcluir7186672 Turma prática de 4a feira às 8h
A ferrugem do café é causada pelo fungo Hemileia vastatrix, no caso da doença que ocorre no Brasil. Há também a ferrugem farinhosa causada pelo fungo Hemileia coffeicolla. Acredita-se que a doença tenha chegado ao país ou pelas novas fronteiras de café na Angola ou Costa do Marfim, ou ainda da África carreada por material infectado ou vetores (como os humanos). A doença causa manchas na parte de baixo do limbo foliar que, inicialmente translúcida e pequena, aumenta de tamanho (1-2cm) e provoca uma massa de coloração amarelo-alaranjada e reflete na parte de cima da folha provocando descolorações de tonalidade amarela. A colonização do patógeno é mais comum em tecidos jovens. Em folhas mais desenvolvidas características do tecido dificultam esse processo. Na maioria das vezes a planta é extremamente debilitada, mas não chega a morrer. Algumas condições como sombreamento, manejo mal feito levando a injúrias na planta, variedades mais susceptíveis e presença de inoculo antiga agravam/favorecem a doença. A doença não é grave em condições naturais pela distancia entre um pé de café e outro. O vento a curtas distâncias como plantações tem grande poder de disseminar a doença.
Devido à gravidade da doença o governo criou a CEFCA (Comissão Executiva da Erradicação da Ferrugem do Cafeeiro) para estudar a doença e buscar medidas de erradicação. Porém tais esforças não foram suficientes, a doença que demorou 50 anos para se espalhar de leste a oeste na África em 15 anos havia se espalhado pelas Américas, provocando perdas de até 30% de produção no Brasil.
Governos e instituições tentaram promover um conjunto de técnicas para controle da doença, como aplicação de fungicidas e sprays a base de cobre, e a partir dos anos 80 houve a disponibilidade de híbridos resistentes, como o caturra. O cenário atual apresenta conflito entre os ambientalistas e os produtores, principalmente os de produtos especiais. Ambientalistas apontam o problema que os fungicidas a base de cobre causam, como a contaminação de solo e indicam o uso de variedades resistentes que não são bem vistos pelos grandes produtores. Pensa-se também no uso de variedades geneticamente modificadas, contudo essas não são bem aceitas em especial por consumidores da Europa e América do Norte. Alternativas para controle sustentável ainda estão sendo estudadas e já utilizadas, como controle biológico com Verticilium hemileiae, Cladosporium hemileiae e Glomerela cingulata e outras variedades resistentes como Guarani, Robusta e Apoatã.
Fonte:
http://www.servicos.syngenta.com.br/produtos/ProblemDetails.aspx?idPraga=119&idProblem=206
Crônica de uma praga anunciada epidemias agrícolas e história ambiental do café nas Américas MCCOOK, Stuart vol.24 no.39 Belo Horizonte Jan./June 2008
http://www.revistacafeicultura.com.br/index.php?mat=3563&tipo=ler#axzz1ZqMMKute
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Cafe/CultivodoCafeRobustaRO/doencas.htm
Mateus Manara Picoli
ResponderExcluirNº USP 7186369 turma prática de quinta 8h
Plantações de café em todo o mundo são atacadas pela ferrugem . No Brasil foi encontrada pela primeira vez em 1970 no sul do estado da Bahia e em apenas 4 meses foi constatada na maioria dos estados produtores de café . E atualmente continua gerando prejuízos aos produtores que pode chegar em até 50%. A ferrugem causa queda precoce das folhas e seca dos ramos que na próxima safra não produzem frutos.
Na face inferior das folhas aparecem manchas de coloração amarelo-pálida que variam de 1mm até 2cm de diâmetro e quanto mais próximas dos 2cm apresentam aspecto pulverulento que são os sinas uredósporos do fungo Hemileia vastatrix de coloração alaranjada. E na face superior apresentam manchas cloróticas amareladas que correspondem ao limite na pústula na face inferior que posteriormente viram manchas necróticas. Em cafezais sombreados e os com alta umidade são observados sinais do fungo Verticillium hemileiae que coloniza as pústulas do Hemileia vastatrix .
O fungo Hemileia vastatrix penetra na planta através dos estômatos e tem seu período de incubação de 29 a 62 dias e seu período de latência entra 38 a 70 dias. Posteriormente faz a esporulação de uredósporos reniformes equinulados dorsalmentes e lisos ventralmente nos ‘’sorus’’ onde raramente também aparecem teliósporos. A luz e a temperatura afetam a germinação dos uredospóros , que tem como ambiente ótimo a noite e a temperatura de 22°C. Na disseminação a chuva é a mais importante em pequenas distancias e o vento e o homem em longas.
O Manejo de Controle da doença devem ser feito a apartir das condições climáticas: na altitude, carga de folhas e na carga pendente. Pode ser feito através de fungicida cúprico ou sistêmico dos grupos ou só os triazóis ou em mistura com os estrobilurinas. Podem ser aplicados baseando-se no período de maior ocorrência da doença, isso para o fungicida cúprico já para os fungicidas sistêmicos o ideal é aplicar uma janeiro e outra em março,as aplicações podem ser alteradas devido a taxa de infestação da doença, se estiver alta utilizar deste modo caso for baixa reduzir pela metade as aplicações. Já o emprego de variedades resistentes, quando possível, é a medida mais importante e a mais utilizada porém no Brasil temos varias raças de fungos o que não torna o emprego de variedades resistentes o método de controle com total eficácia do problema.
Rodrigo Andrade Franciscatti N Usp:7187082
ResponderExcluirTurma pratica:QUinta 14h
Dentre todas as doenças que ocorrem no cafeeiro,a ferrugem é a mais importante por causar grandes prejuízos aos cafeicultores.
No Brasil, os primeiros relatos da doença causada pelo fungo Hemileia vastatrix Berk e Br., em janeiro de 1970 no município de Aurelino Leal, sul da Bahia e, já no ano seguinte, era constatada em todos os estados produtores de café.
O principal dano causado pela ferrugem é a desfolha e consequente perda de produção que pode chgar a 50%.
Os primeiros sintomas da doença são manchas cloróticas com diametro de 1 a 3 mm, com posterior formação na face inferior da folha de manchas circulares amarelo-alaranjadas de até 1 cm de diametro.No estagio mais avençado algumas partes da folha são necrosadas.Em lavouras sombreadas ou em sistema de cultivo adensado coom ambiente muito umido pode-se observar no centro das pústula da ferrugem estrutura do fungo Verticillium hemileiae.
Já foram diferenciadas 40 raças fisiológicas de H. vastatrix, sendo que 12 delas são virulentas, dessas a raça II é a mais disseminada.O fungo necessita de água livre, temperatura da faixa de 21 a 23 graus e ausência de luz direta para germinação e penetração dos ureósporos pelos estômatos da folha.
Medidas preventivas gerais viáveis ao controle da ferrugem são:Fazer adubações equilibradas, plantar linhagens resistentes ou tolerantes, fazer desbrotas, evitando o excesso de hastes e consequente auto-sombreamento, fazer podas periódicas, adotar espaçamentos mais largos entre linha, evitar o cultivo sombreado ou arborizado e controle químico preventivo, com produtos à base de cobre.Para o controle curativo , são usados fungicidas sistêmicos.
Rodrigo Andrade Franciscatti N Usp:7187082
ResponderExcluirTurma Pratica: 14h
Dentre todas as doenças que ocorrem no cafeeiro,a ferrugem é a mais importante por causar grandes prejuízos aos cafeicultores.
No Brasil, os primeiros relatos da doença causada pelo fungo Hemileia vastatrix Berk e Br., em janeiro de 1970 no município de Aurelino Leal, sul da Bahia e, já no ano seguinte, era constatada em todos os estados produtores de café.
O principal dano causado pela ferrugem é a desfolha e consequente perda de produção que pode chgar a 50%.
Os primeiros sintomas da doença são manchas cloróticas com diametro de 1 a 3 mm, com posterior formação na face inferior da folha de manchas circulares amarelo-alaranjadas de até 1 cm de diametro.No estagio mais avençado algumas partes da folha são necrosadas.Em lavouras sombreadas ou em sistema de cultivo adensado coom ambiente muito umido pode-se observar no centro das pústula da ferrugem estrutura do fungo Verticillium hemileiae.
Já foram diferenciadas 40 raças fisiológicas de H. vastatrix, sendo que 12 delas são virulentas, dessas a raça II é a mais disseminada.O fungo necessita de água livre, temperatura da faixa de 21 a 23 graus e ausência de luz direta para germinação e penetração dos ureósporos pelos estômatos da folha.
Medidas preventivas gerais viáveis ao controle da ferrugem são:Fazer adubações equilibradas, plantar linhagens resistentes ou tolerantes, fazer desbrotas, evitando o excesso de hastes e consequente auto-sombreamento, fazer podas periódicas, adotar espaçamentos mais largos entre linha, evitar o cultivo sombreado ou arborizado e controle químico preventivo, com produtos à base de cobre.Para o controle curativo , são usados fungicidas sistêmicos.
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ResponderExcluirLarissa Naomi Hashimoto
ResponderExcluirNºUsp:7244252
Turma Prática:Quarta 10-12h
A Ferrugem do cafeeiro foi relatada pela primeira vez no Brasil em Itabuna em janeiro de 1970, na Bahia, ao qual se disseminou rapidamente, visto que é de grande importância nas culturas de café devido aos prejuízos que causam na cultura. Podemos relatar dois tipos de ferrugem que ocorrem nas culturas de café,uma não encontrada no Brasil que seria a Ferrugem farinhosa causada por Hemileia coffeicola (1932), a outra sendo encontrada em todas as regiões que cultivam café , que é a ferrugem alaranjada causada por um fungo Hemileia vastatrix (1868).
Existem 40 raças de agente causal da ferrugem sendo as raças I, II, III, XV as mais importantes.
Sendo uma doença foliar, seus principais sintomas aparecem em torno de 7 a 15 dias após a penetração dependendo de fatores ambientais e da idade do órgão afetado e tais sintomas aparecem principalmente em folhas jovens, podendo ocorrer nas folhas mais velhas também, apresentando manchas cloróticas translúcidas de 1-3mm de diâmetro. Com o tempo, essas manchas aumentam de tamanho e ocorre a necrose no centro destas, visto que a esporulação diminui, e os esporos produzidos adquirem uma coloração branca. Ainda na face inferior, surgem massas pulverulentas contendo uredósporos do patógeno as quais dão uma coloração amarelo-laranja à lesão . Estes esporos que dão tal coloração podem aumentar sua multiplicação e diminuir a intensidade da cor, com a presença de um hiperparasita Verticillium hemileiae que se encontrar em um estágio avançado , a maior parte infectada morre , isto na parte inferior da folha , e na parte superior da folha encontramos manchas amareladas , pois na parte de baixo do limbo se encontrará a infecção. Apesar de preferir as folhas, o patógeno pode atacar também as pontas de ramos em desenvolvimento e frutos verdes.
A doença é percebida na cultura devido às desfolhas das árvores, que pode acarretar o retardamento do desenvolvimento de plantas jovens e má formação de frutos.
Sendo a ferrugem causada por um fungo Hemileia vastatrix da família Pucciniaceae , ordem Uredinales e classe Basidiomycetes, possuem hábitos de esporulação através de estômatos , esporos pedicelados entre outros.
É um fungo biotrófico, com ciclo de vida incompleto, produzindo dois tipos diferentes de esporos com diferentes funções, a disseminação de tais esporos é realizada principalmente pelas gotas de chuva, podendo ser realizada também pelo vento, pelo homem, por animais e insetos.
Após tal processo , quando encontram as faces inferiores de um limbo foliar (microclima favorável) , germinam em períodos de 3 a 6 horas em condições de muita umidade ou água livre e temperaturas em torno de 21° e 25°C, na ausência de luz. Ocorrendo maior incidência de tal doença em Novembro a Abril, e de Outubro a Dezembro ocorre a passagem de inóculo para a cultura seguinte que seriam as folhas velhas infectadas passando o patógeno para a cultura seguinte.
Uredósporos possuem poder de germinação de 30% a 50% sobre as lesões, podendo permanecer vivos em um período de 3 meses de clima seco , levando um período de 2 a 3 dias para sua germinação e penetração na planta e quando retirados das lesões seu poder de germinação diminui consideravelmente.
(continuação)
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ResponderExcluir(Continuação)
ResponderExcluirO controle da Ferrugem do Cafeeiro é através do controle químico com fungicidas a base de cobre (calda bordalesa, óxido cuproso entre outros) pulverizados nas folhas, sendo necessária 3 a 4 aplicações por ciclo de cultura, sendo preciso utilizar tal controle nos meses de janeiro , março e abril que são os meses mais críticos da doença onde o patógeno irá começar a se multiplicar de uma forma muito rápida , sendo necessário um intervalo de tempo de 30 a 45 dias por aplicação. Se devido a períodos chuvosos não for possível realizar a aplicação de pulverização de fungicidas pode-se realizar a aplicação de fungicidas sistêmicos (triadimefon , triadimenol e propiconazole)que também devem ser aplicados na mesma época que o anterior .
Ou tambem podendo utilizar do melhoramento genético para “criar” cultivares resistentes a ferrugem do cafeeiro, e que atendam os requisitos desejados,atualmente estão em fase de multiplicação de sementes os cultivares Icatú Vermelho e Icatú Amarelo, que são resistentes a ferrugem e dispensão a utilização de fungicidas.
Podendo também usufruir do controle biológico com Verticilium hemileiae, Cladosporium hemileiae e Glomerela cingulata.
Fonte: Manual de Fitopatologia ,Editora Agrônomica Ceres Ltda., Volume 2, terceira edição
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Cafe/CultivodoCafeRobustaRO/doencas.htm (Embrapa)
Seminários sobre Ferrugem do Cafeeiro,Convênio Associação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná.
Jammer Adam Collange Cavalcanti N°USP 7186101
ResponderExcluirTurma prática quarta-feira 10h
De acordo com o último dado da FAO o Brasil é o maior produtor mundial de café seguido de Vietnã e Colômbia, sendo que em 2009 produziu 2440060 toneladas do produto, mais do que o dobro da produção do segundo colocado. A produção nacional é afetada por diversos fatores, dentre eles as doenças da parte aérea de origem fúngica, como a ferrugem do cafeeiro, causada pelo fungo Hemileia vastatrix e que ocorre em todas as regiões produtoras do Brasil, América Central e América do Norte. Descoberta no país por Arnaldo Gomes Medeiros no ano de 1970, no sul da Bahia, e após quatro meses encontrada em todos os estados, os prejuízos provocados pela doença podem ser representados por quedas de aproximadamente 35% a 40% na produtividade, dependendo da susceptibilidade do cultivar, da altitude, da temperatura, do regime de chuvas, da carga pendente de frutos na planta e do estado nutricional (GARÇON et al., 2000), sendo que em média estimam-se prejuízos de 20% na produção, além de redução da vida útil dos cafeeiros, devido à queda intensa de folhas.
Como uma doença foliar os sintomas do cafeeiro podem ser observados na face abaxial do limbo foliar, onde aparecem manchas de coloração amarelo-pálida, inicialmente pequenas, com 1mm a 3 mm de diâmetro, mas que em poucos dias se desenvolvem e atingem até 2 cm de diâmetro, ocasião em que é possível perceber as pústulas alaranjadas formadas por uredósporos. A presença desta pústula distingue a ferrugem causada pelo H. vastatrix das ferrugem causadas por H.caffeicol e Rogers, ambas de importância restrita no Brasil, mas bastante presente na África Central. Na face adaxial da folha observam-se manchas cloróticas amareladas nos limites da pústula inferior que progridem para necrose. Em condições de alta umidade relativa, ou em sistemas de produção de café sombreado, pode ser visto ainda sinais do fungo Verticillium hemileiae colonizando as pústulas. Na planta, podem ser notados ocasionalmente sintomas nos frutos verdes, todavia o que predomina é a desfolha, que causa definhamento da planta e queda de produtividade. A desfolha do cafeeiro ocorre devido à grande produção de etileno no processo de necrose, sendo que basta uma lesão por folha para causar sua queda (CHALFOUN e CARVALHO, 1998).
A diagnose da doença deve ser feita com base na observação dos sintomas característicos e com análise de lâmina contendo o fungo em microscópio. A lâmina pode ser montada com durex e devem ser observados esporos equinulados e arredondados, em formato de meia lua.
H. vastatrix é um fungo biotrófico, que apresenta o ciclo de vida incompleto. No cafeeiro, até o momento, as fases de pícnio e écio são desconhecidas, ocorrendo os estádios, urédia, télia e basídio. O ciclo da doença começa com os uredinósporos, que caindo na face abaxial das folhas na presença de água germinam, penetram e infectam a planta, podendo a partir dai iniciar um ciclo secundário ou infectar uma nova planta. A temperatura ótima para a colonização é de 22° C, sendo que o processo é inibido quando esta fica abaixo de 18° C ou acima de 38° C. A luz também inibe o crescimento do tubo germinativo, assim como a germinação, evidenciando que as condições favoráveis ao processo de germinação dos uredósporos ocorrem durante a noite.
(continuação)
ResponderExcluirA disseminação da doença ocorre em três etapas: a liberação dos esporos, a dispersão dos esporos e a deposição dos destes no hospedeiro. O fungo dissemina-se facilmente na lavoura e tem o vento como principal responsável pela dispersão dos esporos. A chuva é importante para propiciar a disseminação da ferrugem dentro da planta ou entre plantas próximas. Insetos, homem e maquinários também podem carregar esporos e contribuírem para o aumento da doença na plantação.
O controle da ferrugem envolve o uso de fungicidas protetores e sistêmicos e o uso de variedades resistentes. Apesar dos grandes avanços ocorridos no controle químico dessa doença, o uso de resistência genética ao patógeno constitui-se ainda na estratégia mais fácil e econômica para evitar ou diminuir os prejuízos causados ao cafeeiro e ,para Matiello et al (2001), os novos materiais genéticos de cafeeiros em desenvolvimento para resistência a ferrugem devem associar essa resistência a boa produtividade e vigor de plantas. O controle natural pode ser alcançado com a indução de resistência através de produtos biológicos que promovem a produção de fitoalexinas pelo cafeeiro. Bons resultados foram observados aplicando nas folhas Bacillus thuringiensis e B. subtilis, agentes que induzem a produção de fitoalexinas, ainda que o controle químico continue por hora sendo o mais eficiente. No caso da opção por controle químico, os fungicidas cúpricos são os mais efetivos, como a calda bordalesa, calda Viçosa, oxicloreto, óxidos e hidróxidos de cobre, que vêm sendo utilizados desde a identificação da ferrugem na Índia, Indonésia, África e no Brasil (MARIOTTO et al., 1976). Tratando-se de fungicidas protetores há a opção pela atomização via foliar ou pelo emprego via solo, com aplicação em janeiro em outra em março. Outra opção são os fungicidas sistêmicos, como os do grupo dos triazóis, com aplicações realizadas de 4 a 5 vezes de dezembro a março,ou abril, com intervalo de 30 dias.
Mylena Romano
ResponderExcluirnUSP: 7187499
Turma pratica: quarta-feira 16h
Ferrugem do cafeeiro é causada pelo fungo basidiomiceto Hemileia vastatrix (ciclo imcompleto, pois se desconhecem seus estádios de pícnio e écio). Esta doença foi constada no Brasil (sul da Bahia) em 1970, por Arnaldo Gomes Medeiros. Atualmente, pode-se encontrar esta doença em todas as lavouras cultivadas de café no Brasil. Das quarenta raças descritas, doze já foram relatadas no Brasil. Sintomas: Manchas de coloração amarelo-pálida na face inferior das folhas, podendo atingir no máximo até 2cm de diâmetro, apresentando os uredósporos (esporos equinolados dorsalmente e lisos ventralmente). Na face superior há manchas cloróticas amareladas. A formação de pústulas é uma característica distintiva para esta ferrugem, que são colonizadas pelo fungo Verticillium hemileiae. Os principais danos causados pela ferrugem são a queda precoce das folhas e a seca dos ramos, em consequencia não produzem frutos no ano seguinte. A desfolha causa retardamento do desenvolvimento das plantas jovens e definhamento em plantas em estágio avançado de desenvolvimento, também podendo interferir no desenvolvimento dos botōes florais e na frutificação dos grãos anormais. A
temperatura afeta a germinação dos uredósporos, sendo ótima a 22oC. O
período de incubação é de 29 a 62 dias e o período latente, de 38 a 70 dias. O vento é o mais importante agente de disseminação da doença a longas
distâncias. A curtas distâncias é a chuva. Controle: uso fe fungicidas protetores
(crúpicos) e sistêmicos (grupo dos triazóis) e variedades resistencias.
Caio Augusto de Souza Mello Monteiro.
ResponderExcluirnº USP: 7187436
Turma prática: 4ª feira 10h.
A ferrugem do café é a doença considerada mais comum aos cafezais do Brasil, e do mundo e a patologia fúngica mais importante da cultura, detectada no país pela primeira vez na década de 70 no sul da Bahia rapidamente se alastrou para os outros estados produtores causando prejuízos a safra nacional. Tem como agente causal o fungo Hemileia vastatrix um basideomiceto que causa sintomas bem característicos a planta atacando principalmente suas folhas e causando nessas manchas de aspectos pulverulento e de coloração ferruginosa a qual dá nome a doença. Essas manchas começam pequenas e crescem conforme o fungo vai se desenvolvendo ate atingir o estágio de esporulação, a partir desse ponto ele causa a morte necrótica do tecido da folha que vem a cair (desfolha) e impedindo a formação das flores e consequentemente a não produção dos grãos que acarreta prejuízos ao produtor, estima-se hoje que esses prejuízos são da ordem de 25% . A ação do fungo causador é favorecida com diversos fatores entre eles a altitude acima de 800 metros, temperatura entre 20 e 24°C e a adubação inadequada. O agente causal e geralmente é disseminado via uredosporos levados pelo vento e pela a água da chuva, esses colonizam a folha intercelularmente entrando pela abertura natural dos estômatos, já os esporos são formados e liberados de pústulas na face inferior da folha. As principais ações de manejo para o controle da doença aplicadas hoje são a utilização de cultivares mais resistentes a ação do patógeno e a aplicação de fungicidas protetores e sistêmicos.
Nome: Lucas Ryuichi Muraoka
ResponderExcluirNº USP: 7186414
Turma: 2
Ferrugem do Cafeeiro
O cafeeiro é uma cultura bastante afetada por doenças, sendo que o grupo de maior importância é o dos fungos, que engloba a ferrugem do cafeeiro, doença que pode causar severos impactos à planta. Segundo a Embrapa café, as perdas em café arábica por ferrugem pode chegar a 40%.
A ferrugem do cafeeiro pode ser de dois tipos; farinhosa, causada por Hemileia coffeicola, que afeta apenas a variedade coffea arábica e é restrita à África Central e Ocidental, não tendo desse modo significativa importância em países como o Brasil, e ferrugem alaranjada, que tem sido foco de atenções de cafeicultores e pesquisadores do mundo todo, uma vez que atinge a cultura em todas as regiões onde é cultivado e será melhor explicada abaixo.
A ferrugem alaranjada é causada pelo fungo Hemileia vastatrix tendo sido descrita pela primeira vez em 1868, no Sri Lanka. Foi descrita posteriormente em 1902, em Porto Rico, em material proveniente da Ásia, rapidamente distruído por técnicos da vigilância sanitária. Quando chegou ao Brasil, mais especificamente na Bahia, em 1970, espalhou-se rapidamente pelo país sendo quem em dois anos as principais regiões produtoras de café foram atingidas pela doença, ao contrário da maioria dos outros países, nos quais a expansão da doença ocorreu de forma mais lenta.
A ferrugem do cafeeiro é uma doença de extrema importância no Brasil, sendo que atualmente existem 40 raças de ferrugem das quais oito são predominantes no Brasil. A raça II é a de maior incidência nos cafezais Brasileiros, sendo cultivares diferentes podem apresentar níveis de resistência variados ao fungo, fato que deve ser considerado no planejamento da lavoura
A ferrugem é uma doença foliar que, inicialmente, causa manchas cloróticas translúcidas com diâmetro variando entre 1 e 3 mm, na face inferior da folha. Em poucos dias há o crescimento da mancha, podendo chear a 2 cm de diâmetro e formação de massas pulvurulentas de coloração amarelo-laranja correspondente aos uredósporos do patógeno.
Na parte superior da folha aparecem áreas descoloridas, de tonalidade amarelada, que correspondem às áreas infectadas na face inferior.
Com o tempo ocorre o aumento das lesões, formando uma área necrótica no centro, onde há uma diminuição da esporulação, chegando eventualmente a cessar. A tendência é maior parte da área infectada morrer, e a esporulação continuar somente nas bordas da pústula.
Em uma escala maior ocorre a desfolha das plantas, atrasando o desenvolvimento de plantas jovens e prejudicando a formação dos botões florais afetando também a frutificação, uma vez que a perda de folhas durante o período de formação de frutos leva à formação de grãos anormais.
Hemileia vastatrix é um fungo biotrófico de ciclo de vida incompleto, que produz dois tipos de esporos, que apresentam morfologia e funções distintas. O uredósporo é a forma mais comum, sendo produzida em quantidade na face inferior das folhas, que germinarão ao entrar em contato com folhas não-infectadas, produzindo micélios que depois de se desenvolverem formarão novos uredósporos.
ResponderExcluirO outro tipo de esporo é o teliósporo, produzido eventualmente na parte central de lesões velhas (em tecidos necrosados) , geralmente 7 a 10 semanas depois de formados os primeiros uredósporos. Ao germinarem produzem um pró-micélio de quatro células.
A fonte de inoculo é constituída por lesões em folhas infectadas onde são produzidos os uredósporos. Cada lesão produz cerca de 150.000 uredósporos, que podem resistir a períodos de seca por seis semanas, sendo que o período de produção de uredósporos em uma mesma lesão pode ultrapassar 12 semanas, o que indica que uma fonte de inoculo de uma estação pode ficar para a próxima.
A disseminação de esporos pode ocorrer através de insetos, do homem, ação do vento e água da chuva, sendo a água o agente dispersante mais eficiente, uma vez que ao entrar em contato com a água os aglomerados de fungos são imediatamente desmanchados e transportados através dos respingos.
Após disseminados e em contato com a face inferior da folha, em condições propícias (alta umidade, temperatura entre 21 e 25° C, e ausência de luz a germinação ocorrerá entre 3 e 6 horas, sendo que o poder germinativo dos esporos varia entre 30 e 50% e se retirados das lesões, os esporos perdem rapidamente o poder de germinação.
Os sintomas iniciais surgem de 7 a 15 dias após a penetração, tempo que depende de uma série de fatores ambientais, e a esporulação inicia-se uma semana depois. Após a esporulação ocorre um aglomerado de hifas subestomáticas e a produção de pedicelos que formarão novos uredósporos. O ciclo da doença pode variar de 20 (ciclo curto) a 30 dias (ciclo longo).
O manejo da doença envolve primeiramente um planejamento estratégico que deve levar em consideração se as condições climáticas do local são favoráveis ao patógeno ou não. Além disso, algumas variedades de café possuem resistência a determinadas raças de ferrugem, fator de extrema importância e que também deve ser analisado no planejamento.
Tradicionalmente, o controle é feito por fungicidas sintéticos sistêmicos (grupo dos triazóis) podendo ser preventivo - 3 a 4 Kg/ha no período de novembro/dezembro a março/abril, com 4 a 5 pulverizações a cada 25 dias – ou preventivo, o que envolve aplicação de 0,75 l/ha de fungicidas a base de cobre, com intervalos entre 60 e 90 dias, dependendo do produto aplicado.
Além disso, a calda bordalesa (mistura de sulfato de cobre, cal hidratada ou cal virgem e água) é muito utilizada como alternativa a fungicidas sistêmicos, e apresenta grande eficiência, uma vez que o cobre afeta a germinação de esporos fúngicos e também a ação de diversas enzimas fúngicas prejudicando vários processos metabólicos, o que dificulta a seleção de seres resistentes ao elemento.
O controle pode ser feito através do controle biológico com Verticilium hemileiae, Cladosporium hemileiae e Glomerela cingulata, que normalmente são encontradas parasitando a pústula da ferrugem. Entretanto, alguns cuidados devem ser tomados em relação ao controle biológico, como conservação do material em local apropriado até o momento do cultivo, uma vez que trata-se de material vivo. Caso contrário, a eficiência do processo pode ficar comprometida.
Referências Bibliográficas:
ResponderExcluirKIMATI, H. et al.Manual de Fitopatologia – Volume 2: doenças das plantas cultivadas. São Paulo - SP: Editora Agronômica Ceres, 1997
CUNHA et al. CONTROLE QUÍMICO DA FERRUGEM DO CAFEEIRO (Coffea arabica L.) E
SEUS EFEITOS NA PRODUÇÃO E PRESERVAÇÃO DO ENFOLHAMENTO. Lavras – MG: Universidade Federal de Lavras, 2004
NUNES et al. Cultivo do Café Robusta em Rondônia. Embrapa Rondônia, dezembro de 2005.
Galli, F. Seminários sobre Ferrugem do Cafeeiro. Londrina – PR: Associação dos engenheiros agrônomos do Paraná/Instituto Brasileiro do café, 1981
Nome: Jonas Dorigan Giacomini
ResponderExcluirNº USP: 7186612
Turma: Quinta 14h-16h
A ferrugem do café teve o primeiro relato em 1861 no Quênia. Em 1869 se espalhou para o Sri Lanka, e em 1920 já havia se alastrado por boa parte da África e da Ásia. Em 1970 se difundiu pelo Brasil, sendo essa a primeira propagação no hemisfério ocidental. Atualmente essa doença ocorre em todas as regiões produtoras de café no Brasil.
A doença é uma doença foliar causada pelo Hemileia vastatrix, um fungo dos Basidiomicetos. Os sinais observados são, inicialmente, manchas cloróticas translúcidas com 1-3 mm de diâmetro que ocorrem na parte de baixo (abaxial) do limbo foliar. Após alguns dias as manchas crescem até 1-2 cm de diâmetro, desenvolvem-se também massas pulverulentas com coloração amarelo-laranja formada por uredospóros do fungo e podem cobrir grande parte do limbo.
Um dos sintomas é o desfolhamento das árvores, que retarda o desenvolvimento de plantas jovens. Se a desfolha ocorrer antes do florescimento, há comprometimento dos botões florais e da frutificação, se ocorrer durante o desenvolvimento dos frutos há formação de grãos anormais e frutos com locos vazios. Outro sintoma observado é a depreciação de plantas velhas com comprometimento da produção.
A disseminação pode ocorrer pela ação do vento, gotas de chuva, escorrimento de água pelas folhas, pelo homem (durante execução de tratos culturais) e por insetos e outros animais que entrem em contato com as folhas infectadas. Desses a água é o mais eficiente agente de disseminação local. A disseminação a longa distância é feita pelo homem e pelo vento.
O controle pode ser realizado por: Controle Biológico – com Verticilium hemileiae, Cladosporium hemileiae e Glomerela cingulata que parasitam a pústula da ferrugem; Controle Químico – a base de cobre, via foliar e via solo; Controle Genético – por meio de variedades resistentes como o Guariani, Robusta e Apoatã.
Maria Fernanda do Amaral Trientini
ResponderExcluirNº USP: 7186122
Turma prática: 4ª feira / 08h-10h
A ferrugem do cafeeiro é uma doença do Grupo V causada por Hemileia vastatrix, um fungo basidiomiceto que ataca apenas plantas do gênero Coffea (pode também ser causada por Hemileia coffeicola, mas este patógeno ainda ocorre no Brasil).
O H. vastatrix é originário da Etiópia (centro de origem do café) e co-evoluiu com seu hospedeiro durante milhares de anos. O fungo foi detectado em culturas de café nos anos de 1869 no Ceilão, região onde o café era importante monocultura. Nas décadas seguintes, espalhou-se pelas regiões produtoras e tornou-se uma epidemia devastadora. No Brasil,os primeiros registros da doença são de janeiro de 1970. Em fevereiro do mesmo ano o governo brasileiro criou o CEFCA (Comissão Executiva da Erradicação da Ferrugem do Cafeeiro), a fim de pesquisar melhor a doença e suas possíveis formas de controle e erradicação. Em poucos meses foi identificada em diversas áreas do país (provavelmente já estava aqui há anos, porém não havia sido identificada ainda). A doença afetou significativamente a cultura do café no Brasil, causando perdas de até 50% na produção.
Seus sintomas são o aparecimento de pontuações amareladas na face abaxial das folhas. Essas pontuações vão adquirindo cor cada vez mais intensa e passam a aparecer também na face adaxial. Começam a surgir pústulas com esporos (uredósporos) na face abaxial. Folhas envelhecidas ou muito atacadas apresentam necrose do tecido foliar. As folhas atacadas caem prematuramente, causando a redução da produtividade da planta. Causa também a seca de ramos e pode reduzir a vida útil do cafeeiro. De forma geral, a produção do ano seguinte é afetada significativamente. A diagnose é feita através da observação de uredósporos (esporos equinulados e arredondados) em microscópio óptico e comparação com a literatura. Pode também apresentar teliósporos (estruturas de resistência).
O H. vastatrix é um fungo biotrófico e, portanto, só sobrevive em tecidos vivos. A germinação dos esporos exige temperatura em torno de 24°C e alta umidade. A disseminação é feita através do vento, gotas de chuva, pelo homem (tratos culturais), insetos e outros animais que possam carregar esporos de plantas infectadas para plantas sadias, sendo a água e o vento os principais meios de disseminação. A colonização da planta ocorre por penetração (especialmente por aberturas naturais) com formação de apressório e hifa de penetração (que se instala na câmara sub-estomática) e que, futuramente, dará origem ao haustório.
O manejo pode ser feito através do uso de variedades resistentes como a Icatu, Catucaí (Catuaí x Icatu) e Catimor (Catuaí Vermelho x Híbrido de Timor). No controle químico pode-se proceder a aplicação de fungicidas cúpricos sistêmicos (como o Triadimefon e o Propiconazole), que apresentam redução rápida do índice de infecção. Pode ser feito o controle preventivo através da calda viçosa ou de fungicidas cúpricos protetores. Outra medida a ser observada é evitar o adensamento de plantas, uma vez que a presença da ferrugem aumenta com a diminuição do espaçamento entre elas.
Flavio F. T. de Melo.
ResponderExcluirnºusp 6825842
Turma pratica 4º- 14h.
Ferrugem do cafeeiro, doença causada pelo fungo Hemileia vastatrix, foi observada pela primeira vez no Brasil no ano de 1970, no estado da Bahia. Depois de 4 meses de sua primeira aparição no pais já foi constatada em vários outros estados. Existem mais de 40 raças fisiológicas de ferrugem, e no Brasil são encontradas oito raças virulentas, entre elas, a raça ll se destaca nos cafezais nacionais.A ferrugem é a doença mais importante que ocorre no cafeeiro, por causar grandes danos, gerando grandes prejuízos aos cafeicultores. Grande parte das cultivares do café arabica, que são usadas comercialmente não são resistentes a doença, podendo a ferrugem gerar perda de até 35 a 40%.Doença foliar que ,no seu estágio inicial, causa manchas cloróticas translúcidas com diâmetro de 1 a 3 mm, na face inferior do limbo foliar. Em pouco tempo atingem até 2 cm de diâmetro. Na face inferior, desenvolvem-se massas pulverulentas de coloração amarelo-laranja formadas por uredósporos do patógeno. O fator de maior importância para a disseminação do patógeno que causa a ferrugem é o vento. Em áreas menores a chuva tem papel essencial nesse processo. A altitude é outro fator que interfere na incidencia dessa doença, altitudes elevadas com baixas temperaturas apresentam menores números de caso.A entrada do patógenos no hospedeiro se dá pelos estômatos.
A medida mais importante de controle dessa moléstia é o uso de variedades resistentes a ferrugem, também existe outras medidas que podem ajudar no seu controle, fazer uma adubação correta, evitar o excesso de hastes e assim evitando um grande sombreamento , evitando um ambiente propício para o crescimento fúngico. Para o controle, devem-se usar produtos preventivos e protetores, como é o caso dos fungicidas à base de cobre. Existe também a alternativa do controle biológico com Verticilium hemileiae, Cladosporium hemileiae e Glomerela cingulata, que geralmente são constatadas na cultura parasitando as pústulas da ferrugem.
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ResponderExcluirLucas Freitas Nogueira Souza
ResponderExcluirNº USP: 7187061
Turma Pratica de Quinta as 10:00 h
A ferrugem do cafeeiro, causado por um fungo da divisão dos Basidiomycotas, o Hemileia vastatrix, foi relatado pela primeira vez no Quênia em 1861 e se difundiu no Brasil na década de 70 em Itabuna, na Bahia, de onde se dispersou para outras regiões produtoras. O prejuízo causado pela ferrugem pode atingir 50% da produção em anos de alta produção, o que representa grandes perdas para a cafeicultura, que é uma das mais importantes culturas brasileiras.
A doença ataca as folhas na face inferior com uma massa de esporos (por volta de 150 mil pústulas).Essas lesões provocam a morte dos tecidos. As manchas foliares formadas são cloróticas translucidas com 1-3mm de diâmetro, elas tem coloração amarelo-alaranjado e na face superior aparecem áreas descoloridas de tonalidade amarelada, correspondentes ás regiões infectadas na face inferior. Os sintomas também podem ser observados em frutos verdes e extremidades de ramos e brotações, eles surgem de dezembro á janeiro, e tem seu pico entre abril e maio. Dentre os efeitos, o mais prejudicial é a desfolha acentuada sob condições de alta severidade da doença.
As condições climáticas favoráveis à doença estão entre 20 e 24°C, e alta umidade nos tecidos da planta. A doença ainda é favorecida em cafezais cultivados em locais com altitude entre 800 a 1300 metros e com adubação inadequada.
Nas lavouras, a doença é beneficiada por sistemas de plantio, como os sistemas adensados e as plantas com muitas hastes, adubação, a presença de inoculo do ano anterior, e a carga pendente, que é o fator mais importante por tornar o cafeeiro mais susceptível, uma vez que as reservas de carboidratos e componentes importantes da resistência são deslocados para a frutificação também influi a variedade, sendo que dentre as susceptíveis, o Catuaí suporta mais o ataque que o Mundo Novo.
Os esporos são disseminados a longas distâncias pelo vento, pelos insetos, pelo homem e por outros animais, e principalmente pela chuva entre as plantas do mesmo cafezal. A luz inibe a germinação e o crescimento do tubo germinativo, sendo a penetração do fungo através dos estômatos da planta. O fungo coloniza o meio intercelular e os esporos são formados e liberados de pústulas na face abaxial das folhas. A doença tem o ciclo superior á 30 dias em regiões favoráveis e a penetração do fungo é mais rápida e frequente em folhas mais jovens
A prevenção dessa doença é mais viável e eficiente com o uso de variedades resistentes, mas esse método não vem sendo utilizado em escala comercial por problemas como produção desuniforme, baixo vigor das variedades, entre outros fatores. A maior parte das variedades plantadas no Brasil é suscetíveis á doença, assim praticas de controle químico com fungicidas cúpricos vem sendo usados desde a década de 70 para prevenção da enfermidade, pulverizando a substancia nos meses de verão, que é quando o cafeeiro torna-se mais suscetível a doença. Também há o controle biológico realizado pelos fungos Verticilium hemileiae, Cladosporium hemileiae e Glomerela cingulata, que são normalmente encontrados associados às pústulas e normalmente esses fungos se alimentam do micélio da ferrugem, mas, entretanto, não oferecem um controle efetivo da doença.
Camila Serra Colepicolo
ResponderExcluirN. USP: 6825665 - Turma quarta das 10 as 12h
A ferrugem do cafeeiro teve sua origem no Brasil em meados dos anos 70, mais precisamente no estado da Bahia, de onde veio se alastrar pelo resto do país com grande rapidez. Acredita-se que a origem da doença foi na África, e depois se espalhou pelo resto do mundo. A ferrugem acarreta na perda de 20% a 50% da plantação de café, porém se não controlada, pode levar a perda total, o que resulta em grande prejuízo economico para o produtor cafeeiro.
A doeça é causada pelo fungo Hemileia vastatrix, parasita obrigatório, que infecciona a planta por penetração direta em aberturas naturais e costuma colonizar o limbo foliar. Os sintomas da doença são ocorrência de manchas amarelo-amarronzadas na face inferior da planta podendo atingir até 2 cm de diâmetro, e após 15 dias, as manchas apresentam cor amarelo-alaranjada e ai são formados os uredósporos. Na face superior observa-se manchas cloróticas que são os limites da pústula que depois necrosam. Observa-se principalmente a queda das folhas quando esta está infectada pelo fungo.
O fungo também pode vir atacar a extremidade do ramo em desenvolvimento e frutos verdes. A perda das folhas leva ao desenvolvimento anormal dos frutos se a desfolha ocorrer antes do florescimento e surgimento de ramos isolados.
Sua rápida e fácil disseminação se dá devido ao grande número de agentes disseminadores, que carregam os esporos, como por exemplo o vento, chuva, ação do homem, tratos manuais, insetos e outros animais.
O desenvolvimento do fungo é favorecido, em regiões de temperaturas amenas( na faixa de 20° a 24°C), chuvas abundantes, grandes altitudes e clima úmido, portanto a planta se torna susceptível quando o sistema de plantio leva a um microclima úmido,
A diagnose desta doença pode ser feita utilizando-se manuais de fitopatologia, avaliando os sinais do patógeno, assim como a visualização de suas estruturas através da realização de uma lâmina para visualização dos esporos quando possível. Os esporos reconhecidos na lâmina podem ser dois tipos uredósporos e teliósporos.
As medidas de controle são: fazer uma adubação equilibrada e de forma correta, fazer desbrotas evitando o excesso de hastes para não ocorrer sombras e o controle com fungicidas nos meses de janeiro e fevereiro porque a maior incidencia do patogeno ocorre no final do periodo vegetativo da planta, ou seja, nos meses de abril e maio, além disso recomenda-se o uso de variedades resistentes.
Matheus Roncon Dominiquini
ResponderExcluir7186348
Foi em 1970 que no município de Ubaitaba, estado da Bahia, foi detectado pela primeira vez o fungo Hemileia vastatrix como sendo o agente causal da ferrugem no cafeeiro.
O fungo H. vastatrix é originário do sudeste da Etiópia, assim como o café, sendo que ambos co-evoluiram juntos, tornando o fungo um parasita próprio do gênero Coffea.
A ferrugem, por vezes é chamada de “malária do café”, já que debilita severamente seu hospedeiro, mas dificilmente o leva à morte, assim como a malária vista em humanos.
O Brasil é o maior produtor e exportador de café e o segundo maior consumidor, após os EUA. Quando, sob grande incidência do patógeno, o declínio na produção pode chegar a até 45%, representando prejuízos gigantescos ao saldo comercial brasileiro.
A diagnose é obtida mediante observação das folhas, que apresentam lesões necróticas com halo amarelado na face abaxial, tipicas de ferrugem.
Uma infecção grave de ferrugem desfolha o cafeeiro, desprovendo-o de sua capacidade de realizar fotossíntese e desenvolver novos tecidos, incluindo ramos e frutos, com consequente seca dos ramos laterais, afetando o florescimento e o desenvolvimento dos frutos.
As condições ideais para o desenvolvimento da doença são a temperatura na faixa de 20 a 24ºC com umidade elevada para a germinação dos esporos, chuvas frequentes e ambientes sombreados, espaçamentos mais fechados, adubação e tratos culturais inadequados.
A disseminação dos uredósporos ocorre pelo vento e respingos de chuva. A luz inibe a germinação e o crescimento do tubo germinativo.
O esporo, ao cair na superfície inferior de uma folha de café em condições ambientais adequadas, germina e invade o tecido da folha. O fungo cresce e se espalha pelas folhagens, produzindo pontos alaranjados, visíveis a olho nu. Uma única folha infectada pode ter centenas desses pontos.
O controle da ferrugem pode ser feito pela utilização de variedades resistentes como a Icatu.
O tratamento preventivo é feito, utilizando-se fungicidas cúpricos, como o oxicloreto de cobre (3 a 4 Kg/ha) no período de novembro/dezembro a março/abril, com 4 a 5 pulverizações a cada 25 dias.
O controle biológico vem sendo praticado com o uso de fungos Verticilium hemileiae, Cladosporiumhemileiae e Glomerela cingulata.
Ingrid Carvalho Caron
ResponderExcluirN USP 7185883
Turma prática: Qua 10-12 hrs
A ferrugem é a doença mais importante dos cafeeiros do Estado, em decorrência dos enormes prejuízos causados por ela. Esta acontece em todas as regiões produtoras de café do Brasil, América Central e América do Norte.
Historicamente, a ferrugem do café, ou ferrugem das folhas do café, foi encontrado em áreas da África, Índia, Ásia e Austrália. A enfermidade foi descoberta em 1970 quando se difundiu no Brasil, marcando a primeira propagação conhecida no hemisfério ocidental.
O agente causal da doença é o fungo Hemileia vastatrix. Inicialmente, a doença causa manchas cloróticas translúcidas com 1-3 mm de diâmetro, observadas na face inferior do limbo foliar. Em poucos dias, essas manchas crescem, atingindo 1-2 cm de diâmetro. Na superfície superior da folha, aparecem áreas descoloridas, de tonalidade amarelada, que correspondem às regiões infectadas na face inferior. Com o tempo, as lesões aumentam de tamanho, deixando no seu centro uma área necrótica, onde a esporulação diminui, com a produção de esporos de cor mais branca, de menor viabilidade, chegando eventualmente a cessar.
Em estádios avançados da doença, a maior parte da área afetada morre e a produção de esporos continua somente na borda da pústula. Ocasionalmente, o fungo pode atacar a extremidade do ramo em desenvolvimento e frutos verdes. Na plantação, o sintoma mais notável é a desfolha das árvores, que pode provocar o retardamento do desenvolvimento de plantas jovens, ou sinais de deperecimento de plantas velhas, com comprometimento da produção. A desfolha ocorrida antes do florescimento interfere no desenvolvimento dos botões florais e na frutificação. Por outro lado, a perda das folhas durante o desenvolvimento dos frutos leva à formação de grãos anormais e frutos com lojas vazias, afetando sensivelmente a produção. A fonte de inóculo é constituída pelas lesões em folhas infectadas onde são produzidos os uredósporos.
A disseminação ocorre pela ação do vento, pelas gotas de chuva, pelo escorrimento de água das margens do limbo para a superfície inferior, pelo homem, durante a execução de tratos culturais, e por insetos e outros animais que entrem em contato com plantas infectadas. A água é o mais eficiente agente de disseminação local. Uma gota, caindo numa lesão, liberta imediatamente os esporos, inclusive desmanchando os aglomerados. Os esporos são levados por meio de respingos para diferentes direções, às vezes até 30 centímetros acima da lesão. A disseminação a longa distância é feita principalmente pelo homem e pelo vento.
Folhas em qualquer fase de desenvolvimento são suscetíveis ao fungo. A penetração e colonização, entretanto, são mais rápidas e mais frequentes em folhas jovens. Em folhas já completamente desenvolvidas, a colonização é dificultada pelas características dos tecidos do limbo foliar. O desenvolvimento da doença no campo está intimamente relacionado à ocorrência de chuvas.
Em quase todos os locais onde a doença ocorre, sua incidência cresce do início para o fim das chuvas, atingindo o pico máximo no fim da estação. Durante a estação seca, a acentuada queda de folhas reduz a incidência da doença.
Para que sejam adotadas medidas de controle da ferrugem do cafeeiro, é necessário observar alguns fatores: alto potencial do inóculo inicial, cargas pendentes dos frutos, densidade foliar das plantas e clima. O controle pode ser feito através do controle biológico com Verticilium hemileiae, Cladosporium hemileiae e Glomerela cingulata, que normalmente são encontradas parasitando pústula da ferrugem; controle químico a base de cobre, os sistêmicos (grupo dos triazois) via foliar e via solo; controle genético por meio de variedades resistentes.
André Eidi Miyashita
ResponderExcluirNºUSP 7186992
Turma prática: Quarta (8:00 ~ 10:00)
Causado pelo fungo Hemileia vastatrix, a ferrugem do cafeeiro (alaranjada) teve sua primeira incidencia em 1970, espalhando-se rapidamente nas regiões produtoras de café. Podemos classificar como ferrugem também a causada pela Hemileia coffeicolla (ferrugem farinácea), ainda não constatada no Brasil, o que que reforça a preocupação com as barreiras fitossanitárias.
Como sintoma característico, podemos destacar as pústulas que concentram um volume expressivo de esporos que são dispersos por diversos meios como o vento, chuva, insetos e outros animais. Nesta doença podemos observar o ciclos primário e secundário.
Como sintoma característico, podem ser observadas manchas marrons escuras (morte de tecidos) que podem ser colonizadas por outros fungos, Verticillium hemileae, que alimenta-se das hifas da ferrugem sem exercer um controle efetivo, gerando um apecto esbranquiçado.
A doença se beneficia dos fatores climáticos ótimos à cultura, sendo condições favoráveis ao seu pleno desenvolvimento: sombreamento, chuvas frenquentes, formação de orvalho e temperaturas que oscilam entre 20 a 24 graus Celsius.
O manejo inadequado aumenta a expressividade da doença na medida em que aumenta-se a quantidade de sombra devido ao adensamento (microclima sombrio ebastante úmido), de inóculos de ciclos anteriores (ciclo secundário) e variedades não resistentes.
O prejuízo contabilizado é grande pois o patógeno ataca durante o período chuvoso de altas temperaturas, causando desfolha, além das leões foliares, redução acentuada de produtividade pela deformação de ramos (cinturas), seca de ramos laterais, aparecimento de ramos ladrões e má formação de botões florais e de frutos.
Os danos são sempre mais perceptíveis no ano posterior ao ataque do patógeno, indicando medidas preventivas que garantam a boa produtividade do cafeeiro como a utilização de variedades resistente e fungicidas a base de cobre.
Leonardo Hidalgo Batista
ResponderExcluirNúmero usp: 7187353
Turma: Quinta 8h
A ferrugem-do-cafeeiro teve seu primeiro relato no Brasil por volta de 1970 e após isso veio a reduzir drasticamente a produtividade nacional. O sintoma notado nas plantações é a desfolhação das árvores, por conseqüência da redução da fotossíntese prejudica o desenvolvimento da planta, ela causa manchas cloróticas translucidas na parte superior das folhas e na parte inferior apresenta uma coloração alaranjada. Essa doença é causada por um fungo, este para a sobrevivência faz a sua esporulação através dos estômatos, produz dois tipos de esporos uredósporos e teliósporos. A colonização do patógeno é por meio de outras folhas contamidas e pode ser pelo vento ou pela água, é comum a ocorrência dessa doença é por volta de dezembro a março. Uma alternativa de manejo é o uso de variedades de café resistentes, pode ser também pelo uso de triazóis no solo para controlar o bicho mineiro que dissemina o patógeno ou aplicação de fungicidas.
Átila Carvalho
ResponderExcluirNúmero USP: 7187158
Turma: Quinta 08:00 - 10:00
A ferrugem do café, relatada pela primeira vez no Quênia em 1861, a partir desse momento não parou de se alastrar e, em 1970 foi constatada no Brasil pela primeira vez. E nos dias de hoje todas as regiões produtoras de café tem prejuízos com essa doença.
Esta é uma enfermidade causada pelo Hemileia vastatrix, um fungo dos Basidiomicetos, que ataca as folhas do cafeeiro, cujas pústulas têm uma coloração amarelo-alaranjada. Os sintomas dessa doença é a queda precoce das folhas e a conseqüente seca dos ramos produtivos, antes da época de florescimento do cafeeiro, refletindo negativamente sobre o desenvolvimento dos botões florais, vingamento da florada, desenvolvimento dos frutos e redução da produtividade do ano agrícola seguinte. Visto que a incidência desta enfermidade está ligada às lavouras que estão com carga pendente elevada. Por isto, as lavouras devem maior atenção nos anos em que haja uma estimativa de alta produção.
Sua disseminação é feito pelo vento, chuvas, insetos, pelo homem, onde a água é o principal agente de disseminação e, se tratando de longa distancias os ventos são os principais agentes disseminadores. As condições climáticas são importantes para que o fungo consiga se sobreviver e colonizar as plantas.
O controle pode ser feito pela utilização de variedades resistentes ou por meio da aplicação de fungicidas. Quando se optar pelo emprego de fungicidas, diferentes estratégias podem ser adotadas. O controle pode ser feito preventivamente com fungicidas protetores, sendo os cúpricos os mais efetivos ou pelo emprego de fungicidas sistêmicos, via foliar ou via solo, formulados ou não com inseticidas sistêmicos; e ainda em mistura ou alternância de fungicidas sistêmicos com fungicidas cúpricos. Alem disso pode se fazer o Controle Biológico –com Verticilium hemileiae, Cladosporium hemileiae e Glomerela cingulata que parasitam a pústula da ferrugem. Uma adubação bem feita e um manejo da plantação também é uma forma de controlar a doença.
Nome: Victor Morandi
ResponderExcluirnºusp: 7186049
A ferrugem do cafeeiro é uma doença que ataca as folhas do café caracterizado por manchas amarelo alaranjadas na parte inferior na folha, a pulve¬rulência amarelo alaranjada é constituída pelos esporos do patógeno e consiste no único sinal externo da moléstia. No Brasil, o fungo causador da ferrugem (Hemileia vastatrix), da classe dos basidiomicetos foi descoberto na década de 70, na Bahía. Após a chegada da ferrugem no Brasil, constataram que o patógeno não permitia o desenvolvimento dos cultivares de Coffea arabica, incorporando aos melhoramentos antes feitos, à resistência ao fungo.
Até o presente, a quanti¬dade de fatores genéticos que conferem resistência a H. vastatrix, relatam um total de nove genes. Estes ge¬nes receberam a sigla SH, que representa suscetibilidade a Hemileia e são desig¬nados por SH1, SH2, SH3, SH4, SH5, SH6, SH7, SH8 e SH9.
Na diagnose da doença, inicialmente se observa os seus sintomas apresentados pela folha do café, como já dito anteriormente na parte basal apresenta pontuações amarelo alaranjadas e conforme o seu desenvolvimento podem aparecer necroses com mancha amarelada em torno da necrose na parte axial das folhas. Posteriormente, para a leitura dos sinais da doença é necessária à feitura de lâminas. Para fazer a lâmina pinga-se uma gota de corante ou água em uma lâmina, em seguida tem que ser feito a raspagem da fita adesiva nas manchas da face inferior da folha.
Depois da observação das lâminas com fitas adesivas, para uma correta diagnose da moléstia os esporos observados tem que ser arredondados em forma de meia lua e verrugosos identificando as características dos uredósporos da Hemileia vastatrix.
O fungo é um parasita obrigatório, sobrevivendo somente em tecidos vivos. A principal via de disseminação é o vento, mas também pode ser transmitido via água.
Após disseminados, os uredósporos que caírem na face inferior das folhas germinarão em um período de 3 a 6 horas em condições de muita umidade ou água livre e temperatura entre 21 e 250C, na ausência de luz.
Os tubos germinativos dos fungos formam apressórios próximos ao estômato que em seguida, a hifa penetra na cavidade subestomatal. Dentro do período de incubação, o micélio do fungo segue crescendo nos espaços intercelulares, dentro da folha, sem que se manifestem sintomas visíveis.
Diversos são os tipos de controle aplicados no combate à doença: O controle da doença através do emprego de variedades resistentes; controle químico da ferrugem via pulverização na folhagem, com fungicidas protetores, sendo tradicionais os cúpricos. Os meses de janeiro a março/abril são os meses críticos e mais importantes para o controle quando pulverizações tornam-se essenciais, devido ao crescimento em progressão geométrica da doença.
É recomendado o controle preventivo, com produtos à base de cobre. A aplicação de fungicidas sistêmica é altamente eficiente no controle da ferrugem e, ele deverá ser utilizado quando os cúpricos não puderem ser pulverizados, no caso, em épocas chuvosas.
Luiz Paulo Zavanella (Zava)
ResponderExcluir7187374
Turma 7 (Aula Prática: quinta, 16h)
A ferrugem do cafeeiro é uma uma doença do grupo V que afeta todas as plantações de café do mundo onde ela está presente. Causada pelo fungo basidiomiceto Hemileia vastatrix, causa a queda precoce das folas e a seca dos ramos, nao produzindo frutos no ano seguinte. A temperatura ideal para o desenvolvimento do fungo é de 22ºC. Aparecem manchas alaranjadas na parte inferior da folha e na parte superior observa-se manchas cloróticas. Causando, também, a produção de grãos anormais, a gravidade da ferrugem do cafeeiro pode ser observada pela altura onde se encontra a própria ferrugem. Isso é possível para olhos mais treinados e acostumados com a presença do patógeno. Pode se disseminar através da água e do vento, principalmente. Para tentar evitar esse mal, variedades resistentes são utilizadas, porém o principal meio utilizado é o uso de fungicidas. Elimina-se o fungo também durante a colheira mecanizada, onde há grande perda de ramos e consequentemente área foliar, mas isso é pouco considerado. Uma fato constatado, é que ainda em altas temperaturas a produção é alta, entretanto no mesmo período do ano seguinte há uma queda na produção.
Rodrigo Morsoletto Mian
ResponderExcluirN°USP: 7187311
Turma Prática: Quarta 08h – 10h
A ferrugem do café é uma doença que existe em todos os lugares do mundo onde tem plantações de café, e é causada pelo fungo Hemileia vastatrix. Essa doença foi constatada no Brasil pela primeira vez em janeiro de 1970, no sul da Bahia, e logo após essa constatação essa doença foi encontrada em quase todos os estados do Brasil.
A ferrugem cafeeira é uma doença de muita importância nas lavouras de café, pois ela pode causar perdas na produção de mais de 50% do total que poderia ser produzido, além de que um dos principais danos que ela causa é a queda precoce das folhas e a seca dos ramos que implicará na não produção de frutos no próximo ano.
Os sintomas dessa doença ocorrem na parte inferior das folhas formando manchas de coloração amerelo-pálida, após o desenvolvimento dessas manchas a folha pode apresentar um aspecto pulverulento e coloração amarelo-alaranjada, na parte de cima das folhas são observadas manchas cloróticas que são limites da pústula que posteriormente necrosam, e em cafezais sombreados podem ver a presença de fungo um fungo de coloração esbranquiçada.
A diagnose da doença deve ser feita tomando como base os sintomas que a planta apresenta, alisar esses sintomas e consultar uma literatura de fitopatologia que contenha o nome das doenças relacionadas a seus sintomas.
As condições favoráveis de sobrevivência desse fungo se da por temperaturas amenas e longos períodos chuvosos. Como sua germinação é inibida pela presença da luz, o processo germinativo dos uredósporos ocorrem durante a noite.
A disseminação dos esporos da doença é principalmente causada pelo vento, mas também pode ser feita pelos insetos, pelos animais e pelo homem. Mas se a disseminação for feita de planta pra planta ou de folha para folha, é feita pelas gotas de chuva .
A fonte de inoculo do patógeno é formada por lesões em folhas. A doença se inicia com os uredósporos que ao caírem nas folhas lesionadas na presença de água penetram e infectam as plantas, podendo também infectar outras plantas posteriormente. A temperatura ótima para o a patógeno é de 22°C não podendo abaixar nem subir muito desse valor, pois caso isso ocorra inibe o desenvolvimento do patógeno.
O controle da ferrugem se da principalmente pelo controle químico com o uso de fungicidas e protetores sistêmicos. Outra forma muito importante é o uso de melhoramento genético para a produção de variedades resistentes ao ataque desse fungo.
Nome: Jackeline Pedriana Borba, 7186477, turma prática quarta as 10h
ResponderExcluirO Brasil é o maior produtor mundial de café . A cafeicultura se fixou, inicialmente, no Sudeste e depois se expandiu para o Paraná e Bahia. Atualmente. O café é produzido em 14 estados, com área plantada de 2,3 milhões de hectares, o equivalente a cerca de seis bilhões de pés.
No Brasil a ferrugem do cafeeiro é a principal doença do café, provocada por um fungo chamado Hemileia vastatrix. Ocorre em todas as regiões do mundo. Foi introduzida no Brasil na década de 70 no sul da Bahia e rapidamente se disseminou em todo o país. Em regiões onde as condições climáticas são favoráveis à doença, os prejuízos atingem cerca de 35% da produção, em média, podendo chegar a mais de 50%.
As condições ambientais consideradas ideais para o desenvolvimento do fungo são: temperatura entre 21 e 23 º C, existência de água livre na superfície foliar e ausência de insolação direta, pois a luz inibe a germinação e o crescimento do tubo germinativo. Os sintomas são observados como manchas de coloração amarelo-pálida, inicialmente com 1 a 3 mm, posteriormente evolui e atinge até 2 cm de diâmetro, e acabam por romper a cutícula da planta. Nota-se a presença de pústulas, que correspondem a massa de uredósporos produzida pelo patógeno, estas aparecem salientes em relação a superfície foliar. Estes uredósporos são equinudados dorsalmente e lisos ventralmente. O fungo pode produzir eventualmente, além de uredósporos, teliósporos. Na face superior da folha surgem manchas cloróticas e necroses, estas correspondem aos limites das pústulas na parte abaxial da folha. Quando a infecção é muito alta pode causar desfolha. Nas plantas jovens o desenvolvimento é retardado e a planta definha. Tais sintomas levam a redução da produção.
A diagnose pode ser feita observando os sintomas descritos acima, os sinais (pústulas) ou por técnicas laboratoriais, como o PCR.
O vento e a chuva são os principais agentes de disseminação, sendo o segundo mais importante a longas distâncias. Quando a gota de água cai sobe a lesão, espalha uredósporos com os respingos. O H. vastatrix penetra através dos estômatos. O período de incubação que corresponde ao intervalo de tempo entre a infecção e o aparecimento de sintomas, variam de 29 a 62 dias. Este fungo é biotrófico, ou seja, retira os nutrientes de que precisa para sobreviver das células vivas. Este não possui atividade saprofítica, logo não sobrevive no solo, sendo a principal fonte de inóculo as lesões nas folhas infectadas.
Como a especificidade do patógeno é alta o emprego de variedades resistentes constitui a medida mais importante no controle da ferrugem. É feito também o controle químico..
Nome: Jorge Luiz Lopes Junior
ResponderExcluirTurma: Quinta-feira 14:00
No.USP: 7186230
A doença chamada de Ferrugem para a cultura do cafeeiro pode ser causada por duas espécies do gênero Hemileia, o H. coffeicola, que afeta apenas Coffea arabica na África, e H. vastatrix, doença mais severa com algumas diferenças na sintomatologia (forma pústulas).
A Hemileia vastatrix foi descoberta no Sri Lanka, antiga ilha do Ceilão, de onde se espalhou para o sul da Índia, países da Oceania e oriente da Africa, a partir do ano de 1868. A doença avançou para o ocidente africano de onde provavelmente veio ao Brasil.
Foi constatada no Brasil, aproximadamente 100 anos após sua descoberta, no Estado da Bahia, de onde se espalhou rapidamente para as outras áreas produtoras de café do Brasil.
Sua importância se é devida ao fato de causar prejuízos de 35% em média, podendo chegar a 50% em períodos de estiagem e maior severidade da doença, além de ter influenciado no espaçamento que na década de 1970 teve de se adequar para facilitar a entrada de equipamentos para a aplicação de fungicidas (principal forma de controle em um cafezal já instalado e suscetível a doença), além do uso de variedades resistentes que implica na reforma gradativa dos cafezais de plantas suscetíveis.
Os sintomas dessa doença (Ferrugem causada pelo H. vatatrix) são, na face abaxial, o aparecimento de manchas amarelo-pálida, que se desenvolvem de 1 mm até 2cm de diâmetro. Durante esse desenvolvimento é possível distinguir os uredósporos que formam as pústulas (aspecto pulverulento e de coloração mais alaranjada do que pálida). Na face adaxial, notá-se que onde há a presença das manchas/pústulas há clorose que se desenvolvem a necroses com a evolução e desenvolvimento do fungo na face abaxial. Vale ressaltar que o fungo Verticillium hemileiae (coloração esbranquiçada), pode colonizar as pústulas.
(Jorge Luiz Lopes Junior - Continuando)
ResponderExcluirAlém dessas características na folha, a Ferrugem pode causar também desfolha, que estará intimamente ligada ao retardamento do desenvolvimento de plantas jovens e perda de produção de cafezais, seja a desfolha antes do florescimento ou durante a frutificação (menor desenvolvimento de botões florais, menor frutificação e frutificação anormal).
A diagnose pode ser feita com base na observação dos sintomas, bem característicos dessa doença.
Trata-se de um fungo parasita obrigatório que tem sua disseminação principalmente pelo vento (longas distâncias) e chuva (curtas distâncias).
A H. vastatrix é influenciada pela altitude do cafezal (Entre 550m e 850m favorecem-na e acima de 1000m é prejudicial devido a temperatura muito baixa). Sua germinação pode ocorrer entre 15°C e 28,5°C. Favorecem-na também a densidade foliar elevada no iniício do período de chuvas, bem como umidade relativa elevada, temperatura em torno de 20°C e tempo de molhamento foliar elevado.
Interessante apontar que a doença acontece em maior escala em anos de alta produtividade, ou seja, segue a bienualidade do cafezal. Isso é notável porque são os anos em que a planta apresenta maior quantidade de folhas, que serão perdidas nos processos de colheita, senescência natural e por ação do patógeno ocasionalmente.
A H. vastatrix causa uma doença policíclica onde há duas formas diferentes de esporos que podem colonizar as folhas do cafeeiro. Uma delas é o uredósporo, formado nas pústulas que serão facilmente disseminados pela água e o outro é o telióporo, menos comum, aparece em lesões velhas no tecido necrosado, os telióporos dão origem a basidiósporos, que são incapazes de produzir lesões em café.
O controle da doença pode ser feito com o uso de variedades resistentes (por exemplo, café robusta), e apliacação de fungicidas protetores (por exemplo: calda bordaleza e cúpricos em geral) e fungicidas sistêmicos (principalmente os do grupo químico dos triazóis e estrobirulinas), ressalta-se que o uso combinado desses tipos de fungicidas é indicado por diminuir a pressão de seleção a H. vastatrix.
Fontes:
Manual de Fitopatologia, volume 2
A ferrugem do cafeeiro (Instituo Brasileiro do Café)
Instruçõs para o controle da ferrugem do cafeeiro no Estado de São Paulo (CATI)
Coffee rust: Epidemiology, resistance and management (CRC Press)
A ferrugem ataca as plantações de café em todas as regiões do mundo, é a doença do café de maior importância econômica. Um explorador inglês descobriu-a em 1861 na região do Lago Victoria na Africa Oriental afetando café selvagem. Em 1869 foi descrita no Ceilão onde em 4 anos devastou as plantações de café e em 28 anos todas as exportações cessaram. O controle primário com fungicida cúprico ainda não era usado. No Brasil, foi constatada janeiro de 1970, pelo fitopatologista Arnaldo Gomes Medeiros, que no dia 17 deste mês, estava trabalhando numa doença do cafeeiro no município de Aureliano Leal no sul da Bahia quando acidentalmente tocou algumas folhas de cafeeiro crescidas nas bordas da roça de cacau, folhas essas nas quais ele identificou a ferrugem (Medeiros, 1970). A confirmação da ferrugem logo foi feita por Robbs & Bitencourt.
ResponderExcluirQuatro meses depois a doença foi encontrada em cafeeiros em quase todos os estados do Brasil. Os prejuízos onde as condições climáticas são favoráveis a doença atingem, em média, cerca de 35%. Sob condições de estiagem prolongada nos períodos de maior severidade da doença, as perdas na produção podem chegar a mais de 50%.
Houve no primeiro momento muito pânico entre os cafeicultores, extensionistas, exportadores e agentes do governo, e logo houve mobilização dos pesquisadores para estudar o problema e propor medidas de controle.
Ainda não se sabe como os uredosporos da H. vastatrix se espalharam e chegaram ao Brasil. A disseminação pode ter ocorrido pelo vento ou por tempestades tropicais que carregaram os esporos através do Oceano Atlântico da África para o Brasil. Mudas infectadas também são uma possível via de chegada do patógeno, podendo estas serem tanto de café ou cacau. Insetos podem carregar uredósporos aderidos ao corpo ou serem vetores.
Os principais danos causados pela ferrugem são a queda precoce das folhas e a seca dos ramos que, em consequência, não produzem frutos no ano seguinte.
É uma doença típica das folhas, embora as pústulas possam ser observadas em frutos verdes e extremidades de ramos das brotações novas. Elas se desenvolvem em menos de um mês na parte inferior da folha causando desfolha prematura que enfraquece o cafeeiro e afeta, em anos sucessivos, a produção dos ramos novos necessários para a produção seguinte. Ataques severos também podem provocar o retardamento do desenvolvimento de plantas jovens e o definhamento de plantas em avançado est´ågio de desenvolvimento.
Na face superior das folhas observam-se manchas cloróticas amareladas correspondendo aos limites da pústula na face inferior, que posteriormente necrosam. Em lugares sombreados e com alta umidade relativa, pode ser observada a presença do fungo Verticillium hemileiae, colonizando as pústulas da ferrugem, dando a estas uma coloração esbranquiçada.
Os cafezais são mais ou menos afetados de acordo com o microclima, a topografia e a posição das plantas em relação aos raios solares. A relação entre a intensidade da ferrugem e as condições climáticas é estreita, tendo esta pouca importância em altitudes maiores que 1.000m, assim como em regiões com baixas temperaturas.
O ciclo de vida da H. vastatrix é incompleto, o fungo produz uredósporos e eventualmente aparecem os teliósporos. Em condições favoráveis os teliósporos germinam produzindo basidiósporos, estes, incapazes de infectar o cafeeiro e outras plantas. A temperatura ideal para a germinação de uredósporos é a 22˚C, sendo esta inibida quando a temperatura é menor que 15˚C ou maior que 30˚C. O período de incubação varia de 29 a 62 dias e o latente de 38 a 70 dias. A luz inibe a germinação e o crescimento do tubo germinativo, sendo a noite as condições favoráveis ao processo germinativo dos uredósporos.
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O vento é o mais importante agente de disseminação da doença a longas distâncias. Em distâncias menores, a chuva tem papel primordial. A penetração do fungo se dá por aberturas naturais.
ResponderExcluirAinda não se sabe o porque, mas os ataques mais severos ocorrem em anos de alta carga de frutos pendentes nas planta. Uma hipótese é que a drenagem de fotossintetizados das folhas para os frutos seja uma das causas. Outros fatores que favorecem o desenvolvimento de epidemias é a alta densidade foliar no início do período chuvoso e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da doença, principalmente a temperatura, umidade relativa e o molhamento foliar prolongado.
Para que medidas de controle sejam adotadas, é necessário considerar a carga pendente, a altitude, a quantidade de folhas das plantas e o clima.
O controle da ferrugem é feito principalmente pelo uso de fungicidas protetores e sistêmicos, além do uso de variedades resistentes.
Como algumas pesquisas já eram feitas em Portugal, no Brasil, BITTENCOURT & CARVALHO (1952) começaram a busca de resistência quase 20 anos antes do aparecimento da ferrugem.
A adoção de programas de pulverização contra ferrugem depende largamente das condições da fazenda, do conhecimento do cafeicultor e, da viabilidade econômica das aplicações. Em cafezais bem manejados os prejuízos chegam a ser desprezíveis.
Os fungicidas protetores mais efetivos são os cúpricos, quando se utiliza o uso de fungicidas sistêmicos, a aplicação pode ser feita via foliar ou pelo emprego via solo, sendo os mais usados, os do grupo dos triazóis isoladamente ou em mistura. Outra opção de controle é a pulverização com base na incidência da doença, que se faz necessária a amostragem regular nas quais se a porcentagem de incidência do fungo for maior que 5%, aplicações de fungicidas já são recomendadas. Alguns fungicidas sistêmicos de alta eficiência são triadimenol, epoxiconazole, tetraconazole, hexaconazole e cyproconazole.
Variedades resistentes é também uma medida importante no controle da ferrugem, apesar da maioria das variedades cultivadas no país serem suscetíveis.
O controle biológico também é uma pratica que ultimamente tem sido utilizada com o uso de fungos Verticilium hemileiae, Cladosporium hemileiae e Glomerela cingulata. Assim como práticas para evitar a disseminação da ferrugem na lavoura, como o plantio espaçado, a adubação eficiente e a colheita bem feita.
Maria Vitória Costantin Vasconcelos
numeor USP: 7185903
Barbara Paquier Ventura, nº USP 7186481
ResponderExcluirturma 6 - Terça às 10h e Quarta às 10h
A ferrugem do cafeeiro é uma das doenças mais importantes no café, tanto por ser muito antiga quanto pelo impacto que causa nas lavouras onde se instala. Tendo a aparição de um de seus tipos datada em 1868 no Ceilão (Siri Lanka) por Berkeley - a "Ferrugem Alaranjada" - e de outro em 1932 - a "Ferrugem Farinhosa". A segunda é causada pela Hemileia coffeicola Maubl. & Rogers e ocorre somente em Coffea arabica, na África Central e Ocidental, enquanto que a primeira se tornou um dos maiores impecílios na produção de café em todo o mundo. Seu patógeno é o fungo Hemileia vastatrix Berk. & Br. A ferrugem alaranjada se tornou famosa no Brasil por alastrar-se com muita rapidez e virulência quando chegou em nosso país em janeiro de 1970: em apenas 24 meses percorreu quase todo o território nacional começando na Bahia e chegando a São Paulo.
Os sintomas são típicos das ferrugens: manchas foliares, que se inicia com uma clorose na face abaxial das folhas; as manchas crescem e ganham coloração amarelada e/ou alaranjada, indicando a presença dos uredósporos do fungo - a face adaxial já apresenta manchas também; o desenvolvimento das lesões traz a necrose no centro das manchas, que indica a diminuição da esporulação - essa diminuição pode ocorrer mais rapidamente se o parasita Verticillium hemileiae Bour estiver presente na planta; avançando ainda mais, ocorre a morte de grande parte da planta e é na beira da pústula que a produção de esporos continua; Pode haver ataque nos ramos novos e nos frutos imaturos; A desfolha é o sinal mais visível nas culturas, causando diversos problemas: desde o retardamento do desenvolvimento em plantas jovens até a má formação de botões florais e interferência na frutificação. O patógeno esporula através de estômatos e os esporos são pedicelados e unidos em feixes e uredósporos reniformes, equinados dorsalmente e lisos ventralmente. Seu ciclo de vida é incompleto. A disseminação pode ocorrer pela ação do vendo e das gotas da chuva, também pela água que escorre das margens do limbo para a superfície inferior, pelo homem (botas, ferramentas, tratores) e insetos e outros animais. Ocorre mais em período de chuva por ser o maior agente de disseminação. A penetração do fungo se dá por aberturas naturais, seu período de incubação é de 29 a 62 dias, seu período de latência varia de 38 a 70 dias. Para o controle, deve ser considerada a situação climática da região. Fungicidas podem ser aplicados (cúprico ou sistêmicos, ou apenas os triazóis ou em mistura com os estrobilurinas). Antes do controle deve-se pensar também na prevenção, fazendo o plantio com espaçamento maior entre as plantas, adubando de forma que a planta cresça o mais sadia possível, etc.
Ferrugem do cafeeiro
ResponderExcluirNo Brasil a doença do cafeeiro apareceu pela primeira vez na Bahia, em janeiro de 1970, e espalhou-se rapidamente, logo chegando a São Paulo e às outras regiões importantes produtoras de café do país. Hoje a ferrugem do cafeeiro é a doença mais importante dessa cultura, pois causa grandes prejuízos e está presente em todas as regiões produtoras do café no Brasil, América do Norte e América Central. Em café arábica a perda é de 35 a 40 % e em café robusta esse dado ainda é desconhecido.
Existem dois tipos de ferrugem, uma causada pelo fungo Hemileia coffeicola Maubl. & Rogers, de menor importância e que ocorre só em Coffea arabica restrita à África Central e Ocidental, e outra causada pelo fungo Hemileia valtratrix Berk. & Br. que é o de maior importância. Das 40 raças fisiológicas de ferrugem existentes, são encontradas cerca de oito raças virulentas no Brasil e a raça II predomina nos cafezais brasileiros.
Esta é uma doença foliar que se inicia causando mancha cloróticas translúcidas com 1-3 mm de diâmetro, observadas na face inteiror do limbo foliar, em poucos dias essas mancha atingem de 1-2 cm de diâmetro. Na face interior, desenvolvem-se massas de manchas pulverulentas de coloração amarelo-alaranjada formadas por uredósporos do patógeno que quando coalescem podem cobrir toda a folha. O sintoma mais notável na plantação é a desfolha das árvores, que pode atrasar o desenvolvimento das plantas jovens ou sinais de depreciamento de plantas velhas com comprometimento da produção.
A sobrevivência do fungo se dá através de dois tipos de esporos ueredósporo e teliósporo, a disseminação ocorre através do vento, gostas de chuva, pela água que escorre de um limbo para o outro, pelo homem, insetos e outros animais que entrem em contato com a planta infecctada. Após a disseminação ocorre a germinação dentro de 3 a 6 horas em condições ideais, através da emissão de tubos germinativos que formaram apressórios próximos aos estômatos.
O controle pode ser feito através do controle biológico com Verticilium hemileiae, Cladosporium hemileiae e Glomerela cingulata, que normalmente são encontradas parasitando pústula da ferrugem, com controle químico a base de cobre via foliar e solo, com controle genético por meio de variedades resistentes, como Guarani, Robusta e Apoatã.