quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Semana 4 – Ciclo das relações (vírus e viróides) e doenças do Grupo I de McNew


Oi, Pessoal!

Na semana que antecede a primeira prova teórica nos foi apresentado um pouco sobre o universo dos vírus e viróides dentro da Fitopatologia.

Na primeira parte da aula vimos a composição básica dos vírus, as formas e dimensões desses agentes fitopatogênicos além de importantes conceitos envolvidos nas relações vírus/vetores e como os vírus invadem as plantas. Na segunda parte, para ilustrar a importância das doenças viróticas e as principais formas de manejo levando em consideração os aspectos epidemiológicos destas, foram apresentados dois patossistemas interessantes, o Mosaico do mamoeiro (causado pelo potyvirus Papaya ringspot virus - PRSV-P) e o vira-cabeça do tomateiro (causado pelo tospovírus Tomato spotted wilt virus - TSWV).

O mosaico do mamoeiro provoca severos sintomas nas folhas e nos frutos. O vírus é transmitido por espécies de afídeos através da picada de prova (relação não-persistente com estes) e infecta plantas de mamoeiro e algumas cucurbitáceas. A principal medida de controle adotada pelos produtores é a erradicação (roguing) sistemática de mamoeiros com mosaico, lembrando que o controle da doença através do controle químico do vetor, neste caso, NÃO É EFICIENTE! Vocês se lembram o por que disto??

 Figura 1. Roguing de plantas de mamoeiros infectadas com o mosaico.

Já o vira-cabeça do tomateiro causa sintomas em toda a parte aérea das plantas de tomate (bronzeado nas folhas, necrose na haste e anéis nos frutos). As espécies de tripes do gênero Frankliniella são os vetores do vírus. Diferentemente do vírus do mosaico do mamoeiro, o tospovírus causador do vira-cabeça infecta mais de 150 espécies de plantas entre cultivadas e não cultivadas, e neste caso para que o tripes possa adquirir e transmitir o vírus é necessário que o inseto esteja na fase de ninfas (larvas). Uma vez feito isto o inseto irá transmitir o vírus durante toda fase adulta devido a relação que este tem com o vírus (persistente propagativa). Como principais medidas de controle para esta doença deve-se evitar plantio próximos a plantas fonte de inóculo do vírus, usar cultivares resistentes, mudas sadias e o controle do tripes vetor no início do ciclo da cultura.

 Figura 2. Planta de tomate com sintomas do vira-cabeça do tomateiro.

            Na aula prática vimos as diversas maneiras de classificar e agrupar as doenças de plantas, entre elas a classificação de McNew que se baseia nos processos fisiológicos do hospedeiro que são interferidos pelas doenças, e já nessa semana foram apresentadas as principais doenças que causam podridões de órgãos de reserva, inseridas no Grupo I de McNew. É muito importante que vocês leiam o capítulo correspondente à classificação de McNew no Manual de Fitopatologia vol. I, dando especial atenção às relações de parasitismo, agressividade e especificidade entre os grupos. Isso norteará boa parte dos assuntos que estudaremos nesse semestre.

 Não se esqueçam da pesquisa para a prova:
Turma 8 – 10 h: Cancro cítrico
Turma 10 – 12 h: Tristeza dos citros

Dúvidas? Poste nos comentários!
Bons estudos e boa prova!


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Semana 3 – Ciclo das relações e Postulados de Koch


Olá, pessoal!
Tudo bem?
Nesta semana tivemos o auxílio do Prof. Mário que compartilhou conosco sua experiência com nematologia. Ele deu ênfase à cultura da soja, que sofre grandes perdas para os produtores.
No ciclo nematóide-planta podemos destacar as seguintes etapas citadas em aula:
- Sobrevivência: perpetuação do inóculo entre os ciclos de cultura.
- Disseminação: remoção, dispersão e deposição de propágulos.
- Infecção: penetração e estabelecimento das relações parasitárias.
- Colonização: desenvolvimento do patógeno no hospedeiro.
- Reprodução: produção de descendentes.

É importante lembrar que, dependendo da espécie, o ciclo de vida do nematóide pode ser diferente. Por exemplo, alguns são sedentários, como o nematóide do cisto da soja (Heterodera glycines). Porém, outros são migradores, como o nematóide das lesões, Pratylenchus brachyurus.

Fêmea de Heterodera glycines

 Nematóide das lesões


Como forma de manejo, o Prof. Mário frisou a rotação de culturas e o uso de variedades resistentes quando disponíveis.


 Imagem aérea mostrando uma reboleira causada pelo nematóide do cisto da soja.




Na aula prática, vimos o resultado no isolamento na semana passada e nós demos continuidade aos Postulados de Koch.
O terceiro postulado diz: “Inoculação do microrganismo em plantas sadias”. Para termos sucesso na inoculação, precisamos ter conhecimento de como se dá a penetração desses microrganismos no hospedeiro. A partir disso, realizamos diversos métodos de inoculação:
1)      Aspersão da suspensão: Aspergimos Alternaria solani em plantas de tomate
2)      Inoculação por microferimentos: Inoculação do vírus do mosaico amarelo em plantas de abobrinha
3)      Inoculação de patógenos vasculares: Realização de ferimento para inoculação de Curtobacterium em feijoeiro
Enfim, para fecharmos os postulados, utilizamos o Penicillium que isolamos na semana passada para inoculação em laranjas, realizando ou não ferimento.

 Bolor verde em laranja

Outros métodos de inoculação também foram apresentados em aula. Fiquem atentos!!

O quarto postulado, que diz: “Reisolamento do microrganismo”. Não será executado em aula prática, pois segue o mesmo critério do segundo postulado.


Para pesquisar:
Como o pH do solo pode afetar a sobrevivência do nematóide do cisto da soja?


Alguma dúvida?
Deixe seu comentário!
Até semana que vem!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Semana 2 - Ciclo das relações e Postulados de Koch


Olá, pessoal!
Nesta semana vimos como se dá o desenvolvimento do patógeno no hospedeiro, em especial para fungos e procariotos e, como base, temos a figura abaixo:

Em cada etapa deste ciclo existem fatores próprios de cada patógeno que podem favorecer o estabelecimento do microrganismo em uma planta suscetível.



Vamos relembrar os conceitos de doença monocíclica e policíclica, OK?



Enquanto isso, na aula prática, tivemos a primeira aula sobre os Postulados de Koch. Estes postulados nos ajudam determinar a patogenicidade de um microrganismo a um determinado hospedeiro.

 Robert Koch


O primeiro postulado diz: “Associação constante patógeno-hospedeiro”. Para visualizarmos isto, na aula vimos a associação entre o fungo Asperisporium caricae à folhas de mamoeiro.

O segundo postulado diz: “Isolamento do microrganismo em cultura pura”. Dependendo da localização do patógeno no hospedeiro, podemos utilizar um método adequado de isolamento. Na aula realizamos o isolamento de uma bactéria e de um fungo foliar e de um fungo com sinais evidentes em laranja, o que nos permite realizar o isolamento direto do patógeno. Não foi realizado, mas nós também aprendemos como realizar o isolamento de patógenos presentes no feixe vascular.



Para pesquisar:

Ciclo de relações patógeno-hospedeiro de fungos e procariotos:

O processo de disseminação envolve 3 etapas: liberação, dispersão e deposição. Como ocorre a liberação dos propágulos de fungos? E dos Molicutes?


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Bons estudos!