quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Semana 11 - Controle Cultural , Físico e Diagnose II


Olá Pessoal!
Após vocês terem visto em aula teórica os princípios gerais de controle, na aula dessa semana foram apresentadas as formas de controle cultural e físico.

O controle cultural, como o próprio nome indica, se baseia na adoção de práticas culturais para minimizar os problemas causados pelas doenças, atenuando principalmente o inóculo, com interferência principalmente na sobrevivência e disseminação do patógeno. Nessa modalidade de controle, a ROTAÇÃO DE CULTURA é a principal medida e consiste em rotacionar na área de plantio plantas não hospedeiras dos patógenos-alvo (necrotróficos), medida que vem acompanhada da eliminação de restos de cultura que funcionam como meio de sobrevivência do patógeno. Além da rotação de cultura e eliminação de restos culturais do hospedeiro, outras medidas também podem ser implementadas: utilização de sementes e mudas sadias; roguing (eliminação de plantas doentes); vazio sanitário; inundação de campos; incorporação de matéria orgânica ao solo; aração do solo; densidade e época de plantio adequadas; poda de limpeza; uso de barreiras físicas e superfícies não atrativas a vetores. Lembrem-se de relacionar cada uma dessas formas de controle à fase no ciclo das relações patógeno-hospedeiro!
Já o controle físico é basicamente exercido com manejo da temperatura, radiação e atmosfera controlada. Tem a SOLARIZAÇÃO como medida mais conhecida, que consiste em utilizar a energia solar para controlar os patógenos que sobrevivem no solo e em restos culturais. Lembrem-se da diferença entre a solarização e a esterilização química do solo! Em qual delas se cria o ‘vácuo biológico’?
Outras formas de controle físico: termoterapia de órgãos de propagação; refrigeração; uso da atmosfera controlada; plasticultura; radiação ionizante.

 Prática da solarização


Termoterapia de toletes de cana
Já na aula prática continuamos com o exercício de diagnose. Vocês diagnosticaram 4 doenças: Ferrugem da folha do trigo (Puccinia recondita f.sp. tritici): grupo V de McNew; Carvão da cana-de-açúcar (Sporisorium scitamineum ou Ustilago scitaminea): grupo VI de McNew; Podridão parda do pessegueiro (Monillinia fructicola): grupo I de McNew e Oídio em tomateiro (Oidiopsis sicula): grupo V de McNew.

 Ferrugem da folha do trigo (créditos: Emerson Del Ponte)


 Carvão da cana-de-açúcar
 Podridão parda do pessegueiro





Oídio em tomateiro




As próximas aulas práticas tratarão do controle de doenças, com demonstração de pequenos experimentos a respeito deste tema.
Até a próxima.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Semana 10 - Diagnose de doenças de plantas


Oi pessoal!
Nesta semana tivemos a primeira de duas aulas práticas que envolvem a diagnose convencional de doenças de plantas. Vocês conheceram os procedimentos básicos para concluir a diagnose de uma doença de planta, desde a observação de sintomas e sinais do patógeno até a consulta à literatura, além da necessidade de aplicar testes bioquímicos, sorológicos e moleculares em determinadas situações.

Para treinamento, tiveram que chegar à diagnose da ferrugem do pessegueiro (Tranzschelia discolor), da sigatoka amarela na bananeira (Pseudocercospora musae) e de uma virose em abobrinha de moita, causada possivelmente por mosaico amarelo (ZYMV) ou mosaico comum (PRSV-W). Por se tratar de patógenos do grupo V e VI, vimos que as principais medidas de controle das doenças diagnosticadas envolvem controle químico, uso de variedades resistentes e premunização (algumas viroses).


Ferrugem do pessegueiro: sintomas e sinais


Sigatoka amarela da bananeira: sintomas e sinais


Mosaico da abobrinha de moita: sintomas em fruto e sinais

Na próxima semana mais doenças serão apresentadas para diagnose. Aproveitem para aplicar os conceitos adquiridos até o momento!

Bom final de semana!